
O uso do PMMA (polimetilmetacrilato) voltou ao centro dos debates sobre procedimentos estéticos após especialistas reforçarem os riscos associados à aplicação da substância, principalmente em grandes áreas do corpo. Embora o produto seja autorizado em situações específicas, entidades médicas alertam que o material não é recomendado para fins puramente estéticos.
O PMMA é uma substância plástica composta por microesferas. Diferentemente do ácido hialurônico e do colágeno, o produto não é absorvido pelo organismo, o que faz com que os efeitos sejam permanentes.
De acordo com especialistas, o material possui indicação restrita para corrigir pequenas deformidades ou perda de gordura facial em pessoas com HIV. Ainda assim, a aplicação deve ocorrer apenas com acompanhamento médico especializado.
Substância pode provocar complicações graves
Apesar de ser utilizado em alguns tratamentos específicos, o PMMA apresenta riscos importantes à saúde. Em muitos casos, pacientes relatam vermelhidão, inchaço e hematomas logo após a aplicação. Normalmente, esses sintomas desaparecem em poucos dias.
Entretanto, quando profissionais aplicam grandes quantidades da substância ou realizam o procedimento em regiões inadequadas, as complicações podem se tornar graves.
Entre os principais riscos associados ao PMMA estão:
- Necrose da pele ou dos músculos;
- Reações alérgicas graves;
- Infecções;
- Inflamações crônicas;
- Endurecimento da região aplicada;
- Formação de nódulos;
- Deformidades permanentes;
- Rejeição pelo organismo.
Além disso, especialistas alertam para o risco de trombose vascular. Essa complicação ocorre quando o produto atinge vasos sanguíneos, podendo causar falta de ar, dor no peito, alterações na fala, problemas de visão, sonolência e até perda da consciência.
Por isso, médicos recomendam procurar atendimento imediato diante de qualquer sintoma suspeito após o procedimento.
Aplicação estética não é recomendada
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica não recomenda o uso de PMMA para fins estéticos, especialmente em áreas extensas do corpo, como glúteos e panturrilhas.
Segundo especialistas, o produto pode endurecer os tecidos e provocar necrose, condição caracterizada pela morte celular da região afetada.
Além disso, como o PMMA permanece no organismo de forma permanente, possíveis complicações também podem persistir por muitos anos.
Como funciona a aplicação
Os profissionais aplicam o PMMA por meio de injeções em camadas profundas da pele. Em muitos casos, a fórmula contém lidocaína, utilizada para reduzir a dor durante o procedimento, além de colágeno bovino.
Os resultados costumam aparecer entre um e dois meses após a aplicação.
Antes do procedimento, médicos podem solicitar testes alérgicos, principalmente devido à presença do colágeno bovino na composição.
Quem não deve usar PMMA
O procedimento é contraindicado para:
- Menores de 18 anos;
- Gestantes e lactantes;
- Pessoas com infecções ou feridas na pele;
- Pacientes com histórico de alergias graves;
- Pessoas alérgicas à lidocaína ou ao colágeno bovino;
- Pacientes com tendência à formação de cicatrizes grossas;
- Pessoas em uso de medicamentos imunossupressores.
Além disso, anti-inflamatórios como ibuprofeno, diclofenaco e ácido acetilsalicílico podem aumentar o risco de sangramentos e hematomas após a aplicação.
Especialistas reforçam necessidade de avaliação médica
Médicos destacam que qualquer procedimento com PMMA deve passar por avaliação criteriosa. Além disso, o acompanhamento profissional reduz os riscos de complicações e ajuda na identificação precoce de possíveis reações adversas.
A orientação é procurar apenas profissionais habilitados e evitar procedimentos clandestinos ou realizados sem acompanhamento especializado.











