
O Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV) agora realiza transplantes de pâncreas no Espírito Santo. O Ministério da Saúde concedeu a habilitação em janeiro de 2025. Dessa forma, a unidade se tornou o único hospital capixaba autorizado para captar e transplantar o órgão.
Além disso, o hospital ampliou a atuação na área de transplantes. Atualmente, a instituição realiza procedimentos de córnea, rim, fígado e coração. Agora, também oferece o transplante de pâncreas e passa a liderar o número de modalidades habilitadas no Estado.
Antes da autorização, pacientes que precisavam desse procedimento viajavam para outros estados por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Agora, no entanto, os pacientes poderão fazer todo o tratamento no próprio Espírito Santo.
HEVV fortalece atendimento especializado no Estado
Segundo o coordenador do programa de Cirurgia Hepatobiliopancreática e Transplante Hepático do HEVV, Francisco Nolasco, a nova habilitação fortalece o atendimento especializado e amplia o acesso ao tratamento.
“O transplante de pâncreas exige equipe especializada e estrutura qualificada. Além disso, essa habilitação amplia o acesso ao tratamento e fortalece ainda mais o nosso serviço”, afirmou.
Ao mesmo tempo, a nova estrutura reduz deslocamentos e facilita o acompanhamento médico dos pacientes capixabas.
Procedimento será realizado junto ao transplante renal
No Hospital Evangélico de Vila Velha, as equipes médicas realizarão o transplante de pâncreas em conjunto com o transplante renal. O procedimento atenderá, principalmente, pacientes com diabetes tipo 1 que fazem diálise.
Segundo a direção da unidade, o tratamento pode transformar a qualidade de vida dos pacientes. Isso porque o procedimento permite interromper tanto a diálise quanto o uso contínuo de insulina.
“Esse avanço representa mais acesso, cuidado e qualidade para os pacientes do Espírito Santo. Além disso, reforça a confiança na capacidade técnica das nossas equipes”, destacou a diretora geral do HEVV, Melina Ferrari.
Francisco Nolasco também reforçou a importância da avaliação médica para pacientes com diabetes tipo 1 e doença renal.
“O transplante representa uma nova oportunidade de vida para muitos pacientes. Portanto, quem faz diálise e possui diabetes tipo 1 deve conversar com o médico responsável pelo tratamento para entender se existe indicação para o transplante de rim e pâncreas”, explicou.
Por fim, pacientes interessados devem procurar avaliação médica para encaminhamento ao hospital.











