Hantavírus: saiba quais são os sintomas da hantavirose e quando procurar ajuda médica

Especialistas alertam para sintomas da hantavirose e reforçam a importância do atendimento rápido após contato com ambientes infestados por roedores.

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- Foto: Divulgação.

Doença transmitida por roedores pode começar com sintomas parecidos com gripe e evoluir para quadro respiratório grave

A hantavirose é uma doença grave transmitida principalmente pelo contato com partículas contaminadas por urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Os primeiros sintomas costumam se parecer com os de uma gripe comum, o que exige atenção para evitar agravamentos.

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Segundo especialistas, febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, cansaço intenso e mal-estar estão entre os sinais iniciais mais frequentes da doença.

Além disso, algumas pessoas também podem apresentar náuseas, vômitos, tontura e dor abdominal.

Doença pode evoluir rapidamente

De acordo com o infectologista Daniel Paffili, a hantavirose pode evoluir rapidamente para quadros pulmonares graves.

Em casos mais severos, o paciente pode desenvolver dificuldade respiratória intensa e síndrome da angústia respiratória aguda.

Por isso, médicos alertam para a importância do diagnóstico precoce.

“O grande desafio é que os sintomas iniciais são parecidos com os de outras doenças, como dengue, gripe, leptospirose e Covid-19”, explicou o especialista.

Quando procurar atendimento médico

A recomendação é buscar atendimento médico imediatamente após sintomas gripais associados à exposição em locais com presença de roedores.

Entre os ambientes de maior risco estão:

  • galpões;
  • celeiros;
  • depósitos fechados;
  • áreas rurais;
  • imóveis com poeira acumulada;
  • locais com sinais de ratos.

Além disso, a procura por ajuda deve ser ainda mais rápida em casos de falta de ar, piora do estado geral ou queda da oxigenação.

Segundo especialistas, informar ao médico sobre o contato com ambientes contaminados ajuda diretamente na suspeita da doença.

Como médicos confirmam a hantavirose

Os profissionais podem confirmar a doença por meio de exames laboratoriais, como testes sorológicos e exames moleculares.

No entanto, os médicos também analisam o histórico de exposição, os sintomas e os sinais respiratórios apresentados pelo paciente.

Atualmente, não existe tratamento específico contra o hantavírus. Por isso, as equipes médicas adotam medidas de suporte conforme a gravidade do quadro clínico.

O que não fazer em locais com roedores

Especialistas alertam que varrer ou usar aspirador em locais com fezes e urina de ratos aumenta o risco de contaminação.

Isso acontece porque a limpeza inadequada espalha partículas contaminadas pelo ar.

Antes da limpeza, a orientação é abrir portas e janelas e deixar o ambiente ventilando por pelo menos 30 minutos.

Depois disso, o ideal é umedecer o local com solução de água sanitária antes de iniciar a higienização.

Além disso, o uso de luvas e máscaras ajuda a reduzir o risco de exposição ao vírus.

Prevenção continua sendo principal proteção

O Ministério da Saúde reforça que o controle de roedores e a limpeza correta dos ambientes são as principais formas de prevenção contra a hantavirose.

Evitar contato com fezes, urina, saliva e ninhos de ratos também reduz significativamente o risco de infecção.