Alerta: OMS investiga transmissão rara de hantavírus entre humanos em navio

Ao menos três pessoas morreram a bordo do MV Hondius

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Por: Grasieli Ravera

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (5) que avalia a possibilidade de transmissão de hantavírus de pessoa para pessoa. Embora isso seja raro, o alerta surgiu após um surto registrado em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico.

De acordo com a OMS, os passageiros podem ter contraído o vírus antes do embarque. Ainda assim, a entidade não descarta totalmente a transmissão entre pessoas.

Casos e mortes a bordo acendem alerta

O balanço mais recente mostra que sete dos 147 passageiros e tripulantes apresentaram sintomas. Entre eles, três morreram.

Um paciente segue internado na África do Sul, mas apresenta melhora. Além disso, dois passageiros permanecem no navio, que está próximo à costa de Cabo Verde, enquanto aguardam evacuação.

Segundo Maria Van Kerkhove, chefe de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias da OMS, equipes monitoram a situação continuamente. Como medida preventiva, os responsáveis mantêm os passageiros em suas cabines enquanto realizam a desinfecção da embarcação.

“O plano e nossa maior prioridade é evacuar esses dois indivíduos por via aérea”, afirmou. Ainda assim, ela reforçou que o risco para a população em geral é baixo. “Não é um vírus que se espalha como o da influenza ou o da covid. É bem diferente”, explicou.

Situação médica mobiliza equipes

A operadora Oceanwide Expeditions confirmou uma “situação médica grave” a bordo do navio MV Hondius.

Segundo a empresa, um passageiro morreu no dia 11 de abril. Na ocasião, a equipe não conseguiu identificar a causa da morte durante a viagem. Em 24 de abril, os responsáveis desembarcaram o corpo na ilha de Santa Helena.

Três dias depois, a esposa do passageiro apresentou sintomas e morreu. Ambos eram cidadãos holandeses. No mesmo período, um terceiro passageiro, de nacionalidade britânica, adoeceu gravemente e precisou de remoção aérea para a África do Sul.

As autoridades continuam a investigação para identificar a origem das infecções e esclarecer possíveis formas de transmissão.

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