
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Messod Azulay Neto, autorizou a soltura de Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como “Mancha”. O investigado responde por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. No entanto, antes que ele deixasse a prisão, uma nova decisão judicial impediu o cumprimento da ordem. Em seguida, o juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, decretou a prisão temporária do investigado em outra investigação.
Quem é Messod Azulay Neto
Messod Azulay Neto integra o STJ desde dezembro de 2022. Na época, o então presidente Jair Bolsonaro indicou o magistrado para a vaga. Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele também realizou cursos de especialização na Fundação Dom Cabral e na Fundação Getulio Vargas (FGV). Além disso, presidiu o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e atua na magistratura federal desde 2005.
Nova prisão manteve investigado detido
Ao analisar o habeas corpus, Azulay Neto considerou que a defesa apresentou documentos sobre a atividade empresarial, a residência fixa e os vínculos familiares de Douglas de Azevedo Carvalho. Por isso, substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e entrega do passaporte. Entretanto, a Justiça de Minas Gerais decretou a prisão temporária do investigado por suspeita de participação no assassinato de Paulo Roberto Ziviani Rodrigues, ocorrido em 2018. Assim, Douglas permaneceu preso enquanto a Polícia Civil e a Justiça dão continuidade às investigações.










