
O prefeito de Surubim (PE), Cléber Chaparral (União Brasil), virou réu em uma ação penal da Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou a denúncia por suposta corrupção eleitoral nas eleições de 2024. Além dele, Jonas Luiz do Nascimento e Juliana Barbosa da Silva Aguiar, prefeita de Casinhas (PE) e esposa de Chaparral, também respondem ao processo. Segundo o MPE, o grupo ofereceu dinheiro, materiais de construção, exames médicos e cirurgias em troca de apoio político e votos.
Investigação da PF
As investigações começaram após uma abordagem policial. Segundo os autos, Jonas Luiz abandonou um veículo e fugiu ao perceber a aproximação da viatura. Em seguida, os policiais encontraram cerca de R$ 23,7 mil em dinheiro, listas de eleitores, anotações da campanha e documentos relacionados a exames e cirurgias. Depois disso, a Polícia Federal assumiu o caso. Conforme o relatório, os materiais indicam a existência de um suposto esquema de compra de votos. Além disso, o Ministério Público pediu a condenação dos denunciados e solicitou uma indenização mínima de R$ 100 mil por danos morais coletivos.
Defesa e polêmica
A defesa de Cléber Chaparral nega as acusações. Segundo os advogados, a Justiça já analisou os mesmos fatos em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e rejeitou as denúncias. Além disso, a defesa afirma que o Ministério Público não recorreu da decisão. Enquanto isso, o prefeito ganhou repercussão nacional após chamar o cantor Gusttavo Lima de “ladrão” por causa do cancelamento de um show durante o São João de Surubim. Por outro lado, o artista explicou que sofreu uma intoxicação alimentar. Segundo o cantor, o problema de saúde impediu a apresentação.










