De Maria a Princesa Isabel: o que se deveria saber sobre o dia 13 de maio?

É preciso fazer justiça histórica e devolver à alma da Princesa Isabel a paz que alguns movimentos negros atuais insistem em tirar

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Imagem ilustrada e gerada por IA. -

Todo dia 13 de maio, no Brasil, há um fenômeno ideológico interessante: “ressuscitam” a Princesa Isabel a fim de negativar seus feitos durante o Brasil Imperial. Movimentos negros a classificam como culpada pela falta de inserção do negro no mercado de trabalho formal; todavia, tais narrativas estão eivadas de erros crassos, tanto de método quanto de historiografia.

Com relação ao método, o anacronismo é inequívoco: ignorar o contexto daquela época e se esquecer de que os senhores de escravos eram os detentores dos postos de trabalho formais faz com que seja mais do que evidente que a abolição, naquele momento histórico, seria péssima para os próprios negros.

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Embora a campanha abolicionista já fosse uma realidade patente, nem seus próprios expoentes se preocuparam com a defasagem do mercado de trabalho e com a falência dos senhores de terras.

Aliado a esse fato, veio a imigração italiana, que estreitou ainda mais a reinserção dos negros no mercado de trabalho, pois quem veio lavourar debaixo do sol quente foram, justamente, os brancos.

Que a Princesa Isabel era uma sincera devota de Nossa Senhora Aparecida e humanamente via a escravidão com maus olhos é evidente. A simples assinatura de uma lei libertadora não exprimiu totalmente as suas boas intenções, mas foi o suficiente para desencadear uma revolta nos oligarcas, que, aliados aos militares chefiados pelo Marechal Deodoro da Fonseca, praticamente expulsaram a família real do Brasil.

Não precisa ter um alto gabarito intelectual para perceber que os senhores de escravos, após perderem capital humano, reivindicaram à Coroa Portuguesa o direito à indenização monetária de todos os escravos que outrora compraram e que agora estariam livres para trabalhar para quem lhes pagasse mais.

A negativa da Coroa Portuguesa custou a perpetuação de seu Império, assim como os postos de trabalho que se encerraram com a abolição. A substituição da mão de obra negra pela branca foi a tábua de salvação dos oligarcas para que não viessem à falência.

O dia 13 de maio é evocado por alguns segmentos católicos progressistas com o propósito de estimular ainda mais a oposição entre negros e brancos, usando indiretamente a figura pública da Princesa Isabel como a causadora da marginalização. Inventaram até uma cantiga chamada “Negro Nagô”, usando indevidamente o nome da Santa Mãe para atacar a lei abolicionista, que foi assinada, justamente, por uma sincera devota de Nossa Senhora, que perdeu a Coroa por desapropriar os oligarcas de seus escravos.

Além disso, ignoram a importância de negros que atuaram na causa abolicionista, como Luís Gama, André Rebouças e José do Patrocínio.

Existe uma virtude chamada honestidade, que, atrelada a uma historiografia decente, produz concórdia e união entre as classes. O Brasil necessita disso com urgência.

Nossa Senhora de Fátima, que de Portugal nos alertou, em 1917, sobre os males do comunismo — o qual adentrou na Igreja através da Teologia da Libertação —, rogai por cada negro que hoje ler este texto, para que as escamas caiam de seus olhos!