
A Justiça do Espírito Santo transformou em réu o policial militar Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos, acusado de agredir a companheira no bairro Jardim Camburi, em Vitória. O juiz responsável aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual e autorizou o início da ação penal.
Com a decisão, o processo passa a tramitar na 1ª Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital. Além disso, o magistrado considerou que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para a continuidade das investigações na esfera judicial.
Agora, a Justiça deverá citar formalmente o militar para que ele apresente defesa dentro do prazo legal. Na fase seguinte, chamada de instrução processual, o Judiciário vai ouvir testemunhas e analisar as provas reunidas durante a investigação. Caso seja condenado, o policial poderá cumprir pena pelos crimes apontados na denúncia.
agressão foi registrada em vídeo
O episódio ocorreu no dia 21 de fevereiro e ganhou grande repercussão nas redes sociais. Na ocasião, testemunhas filmaram o momento em que a vítima, também policial militar, foi retirada à força de um carro e arrastada pelo chão durante uma discussão no estacionamento de um supermercado.
As imagens mostram o suspeito segurando a mulher e desferindo agressões, o que ampliou a mobilização pública em torno do caso. Em seguida, equipes da Polícia Militar foram acionadas e localizaram o militar ainda no local da ocorrência.
Segundo o boletim policial, o suspeito resistiu à abordagem e desacatou os agentes. Por isso, outras viaturas precisaram prestar apoio para contê-lo. Durante a ação, ele ainda teria agredido um sargento com um soco no rosto, o que resultou na quebra dos óculos do policial.
vítima relatou histórico de violência
Em depoimento, a vítima afirmou que já havia sofrido outros episódios de agressão e relatou ameaças frequentes por parte do companheiro. Diante das evidências, a Polícia Civil autuou Marcelo Ramos Araújo em flagrante por lesão corporal, ameaça e injúria com base na Lei Maria da Penha, além de desacato e resistência.
Posteriormente, em audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Dessa forma, o militar permanece detido enquanto o processo segue em andamento.
Além das acusações relacionadas à violência doméstica, a Polícia Civil também investiga a possível participação do policial em um grupo suspeito de furtar motocicletas na Serra. Conforme as apurações, o esquema teria como objetivo revender peças ou adulterar os veículos.
Fonte: Folha Vitória











