Pazolini: A marcha forçada para o vexame eleitoral

Pazolini

O delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos) mimetiza, atualmente, todos os sintomas de um candidato em queda livre. Isso ocorre porque, isolado, o ex-prefeito da Capital assiste ao derretimento de seu capital político enquanto busca oxigênio em alianças tóxicas. Inclusive, sua recente incursão pelo sul do Estado selou o diagnóstico: cercou-se de ex-prefeitos condenados e do refugo moral do mercado político capixaba.

Além disso, as pesquisas de intenção de voto confirmam esse ocaso. Desde o último trimestre do ano passado, Pazolini figura em posição subalterna, muito atrás do governador Ricardo Ferraço (MDB). Consequentemente, sua densidade eleitoral desmancha fora dos limites de Vitória. No interior, o delegado é um estranho; na região metropolitana, é um gestor em xeque. Ao mesmo tempo, a sombra de Paulo Hartung o persegue, projetando a imagem de um aprendiz de tirano sem o verniz do mestre.

Acompanhe as principais notícias do ES — receba grátis onde preferir!

Enquanto Ricardo Ferraço e Helder Salomão (PT) ditam o ritmo das proposições, Pazolini tateia no escuro. De fato, o delegado busca desesperadamente brechas inexistentes no interior para tentar estancar a sangria de votos na Grande Vitória. Contudo, em debates nacionais, ele prefere a omissão. Afinal, o medo de rótulos expõe uma fragilidade ideológica crônica: Pazolini mostra-se incapaz de defender bandeiras, preferindo o silêncio dos acovardados.

Por fim, o tabuleiro político está consolidado e o delegado não possui espaço. Visto que a bandeira do desenvolvimento pertence a Ricardo e a pauta woke está sob o domínio de Helder, a candidatura de Pazolini tornou-se um barco furado. Dessa forma, sua insistência ameaça naufragar até as chapas proporcionais. Em suma, ao preço de hoje, o delegado entrou no espiral do fracasso e o destino final é a vergonha nas urnas. E a derrota pode ser acachapante.