Mãe e padrasto são presos por suspeita de abuso sexual contra adolescentes em Linhares

O padrasto é investigado por cometer os abusos com a conivência da mãe das vítimas

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- (Foto: Reprodução/PCES)

Uma mulher de 45 anos e um homem de 54 foram presos por suspeita de abuso sexual contra duas adolescentes de 12 e 14 anos, durante uma operação da Polícia Civil na zona rural de Linhares, no Norte do Espírito Santo. A ação ocorreu na última terça-feira (30), durante o Dia D da Operação Nacional Mulher Segura.

Os policiais localizaram o homem em uma propriedade rural onde ele morava e trabalhava. Segundo as investigações, parte dos abusos aconteceu no local. Em seguida, as equipes prenderam a mulher na residência da família. Os dois não resistiram à abordagem.

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Polícia aponta abusos recorrentes

De acordo com a Polícia Civil, o homem, padrasto das vítimas, abusava sexualmente das adolescentes de forma recorrente.

Além disso, as investigações indicam que a mãe levava as filhas até o local onde os crimes aconteciam. Conforme a corporação, ela também agredia fisicamente uma das adolescentes para impedir que os abusos fossem denunciados.

Justiça decretou a prisão preventiva

Assim que tomou conhecimento dos fatos, a delegada Viviane de Mattos Furtado Rezende representou pela prisão preventiva do casal. Logo depois, a Justiça aceitou o pedido e expediu os mandados.

Após os procedimentos na delegacia, os policiais encaminharam o homem ao Centro de Detenção Provisória da Serra. Já a mulher seguiu para o Centro Prisional Feminino de Colatina, onde ambos permanecem à disposição da Justiça.

Operação reuniu equipes especializadas

Segundo a Polícia Civil, equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCAI) e da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (DEIC) cumpriram os mandados durante a operação.

Além disso, a corporação informou que a mulher tem 15 filhos. As duas adolescentes foram acolhidas por familiares, enquanto o Conselho Tutelar acompanha o caso.

A Polícia Civil também informou que o padrasto utilizava tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça em razão de processos relacionados à Lei Maria da Penha.

As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso e identificar se existem outras possíveis vítimas. O inquérito segue sob responsabilidade da Polícia Civil.