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O deputado estadual Fabrício Gandini (PSD) apresentou uma moção de repúdio na Assembleia Legislativa do Espírito Santo contra a inércia do governo espanhol diante dos recorrentes atos racistas sofridos pelo jogador brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid. A iniciativa do parlamentar reforça a luta contra o racismo no esporte e cobra medidas concretas das autoridades espanholas para coibir esse tipo de crime nos estádios de futebol.
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A moção foi motivada pelo episódio mais recente, ocorrido nesta quarta-feira (26), durante a partida entre Real Sociedad e Real Madrid, quando um torcedor foi flagrado fazendo gestos racistas em direção ao atleta, conforme noticiado pela imprensa espanhola. Esse não é um caso isolado. Nos últimos anos, Vinícius Júnior tem sido alvo frequente de ataques racistas nos estádios da Espanha, muitas vezes sem que os responsáveis sejam devidamente punidos.
Para Gandini, a postura do governo espanhol diante desses episódios tem sido omissa e ineficaz, permitindo que o racismo continue presente no futebol.
“O que aconteceu com Vinícius Júnior é inaceitável. Não é só sobre um jogador de futebol, é sobre o respeito à dignidade humana. A falta de punição severa só incentiva a repetição desses atos criminosos. O governo espanhol precisa agir com firmeza para erradicar esse tipo de violência dos estádios”, declarou o deputado.
Além de condenar a postura do governo espanhol, a moção apresentada por Gandini expressa solidariedade a Vinícius Júnior e a todos os atletas que enfrentam o preconceito racial. O parlamentar destacou que a luta contra o racismo no esporte deve ser contínua e envolver todas as esferas da sociedade.
“O futebol é um símbolo de inclusão e diversidade, mas ainda vemos casos absurdos de discriminação. Precisamos dar um basta nisso. O esporte deve ser um espaço de respeito, e não de preconceito”, afirmou.
A moção reforça a necessidade de medidas mais rígidas para combater o racismo no futebol e em outros ambientes esportivos. Gandini defendeu que as federações, clubes e governos adotem uma tolerância zero contra manifestações racistas, garantindo que os responsáveis sejam devidamente identificados e punidos.
“Não basta apenas repudiar, é preciso agir. O Brasil e o mundo precisam se unir para erradicar o racismo de uma vez por todas”, concluiu.
A moção será enviada às autoridades espanholas e a organismos internacionais ligados ao esporte e aos direitos humanos, cobrando providências imediatas.