
As autoridades das Maldivas concluíram a operação de resgate dos mergulhadores italianos que desapareceram durante uma expedição em uma caverna submersa no Atol de Vaavu. O grupo sumiu na última quinta-feira (14).
As equipes identificaram os corpos encontrados no necrotério como os de Muriel Oddenino e Giorgia Sommacal. Na terça-feira (19), os socorristas já haviam localizado Monica Montefalcone e Federico Gualtieri. Monica e Giorgia eram mãe e filha.
Além disso, os agentes encontraram o corpo do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti próximo à entrada da caverna no mesmo dia do desaparecimento do grupo.
Resgate mobilizou equipes especializadas
O porta-voz presidencial Mohameed Hussain Shareef informou que três mergulhadores finlandeses especializados comandaram a operação, com apoio da guarda costeira e da polícia local.
As equipes localizaram os quatro corpos em uma das áreas mais profundas da caverna, a cerca de 60 metros de profundidade — o dobro do limite permitido para mergulho recreativo no país.
No entanto, a morte de um mergulhador militar das Maldivas interrompeu temporariamente as buscas durante uma tentativa de resgate. As autoridades ainda investigam a causa da morte. Entretanto, colegas apontam hipóteses como narcose por nitrogênio ou complicações ligadas à descompressão em grandes profundidades.
Condições da caverna dificultaram buscas
Segundo o governo das Maldivas, os mergulhadores permaneceram praticamente juntos na parte mais interna da caverna.
Além disso, as autoridades afirmaram que a expedição possuía autorização oficial. Mesmo assim, pelo menos dois dos mergulhadores mortos não apareciam na lista inicial entregue aos órgãos responsáveis.
Shareef classificou as condições dentro da caverna como “desafiadoras”, devido às correntes fortes, baixa visibilidade e terreno de difícil acesso. Além disso, a região enfrentava alerta de mau tempo nos dias anteriores ao acidente.
Operação utilizou tecnologia especial
A operação também contou com mergulhadores enviados pela Divers’ Alert Network Europe, organização especializada em segurança de mergulho.
Durante o resgate, a equipe utilizou equipamentos conhecidos como “rebreathers” de circuito fechado. A tecnologia permite maior permanência em profundidades extremas e reduz a liberação de bolhas durante o mergulho.










