Doença falciforme pode comprometer a visão e até levar à cegueira

Saiba quais são os sintomas e como prevenir complicações

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- Imagem: Freepik

A doença falciforme é uma condição genética e hereditária que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Embora seja mais conhecida pelos impactos no sistema circulatório, a enfermidade também pode provocar complicações graves nos olhos e comprometer a visão de forma permanente.

A alteração no formato das hemácias, que assumem aspecto semelhante a uma foice, dificulta a circulação sanguínea e reduz a oxigenação dos tecidos. Como consequência, diversas estruturas do organismo podem sofrer danos. Entre elas, a retina merece atenção especial, pois depende de um fluxo sanguíneo adequado para funcionar corretamente.

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RETINOPATIA FALCIFORME EXIGE ATENÇÃO

Uma das principais complicações oculares da doença é a retinopatia falciforme. Nesse quadro, os vasos sanguíneos da retina podem sofrer obstruções, prejudicando a circulação local. Com o tempo, essa alteração favorece o surgimento de novos vasos frágeis, hemorragias e outras lesões que aumentam o risco de perda visual.

Além disso, pacientes com hemoglobina SC apresentam maior probabilidade de desenvolver a forma proliferativa da doença, considerada mais agressiva. Já pessoas com anemia falciforme do tipo SS também podem apresentar comprometimento ocular importante, especialmente quando não realizam acompanhamento médico regular.

SINTOMAS NEM SEMPRE APARECEM

Os sinais mais comuns incluem visão embaçada, manchas escuras no campo visual, flashes luminosos e redução progressiva da capacidade de enxergar. No entanto, muitos pacientes não apresentam sintomas nas fases iniciais. Por isso, o diagnóstico precoce depende principalmente das consultas oftalmológicas de rotina.

À medida que a doença avança, podem ocorrer episódios de isquemia retiniana, hemorragias intraoculares e até descolamento de retina. Consequentemente, o risco de cegueira aumenta significativamente quando o tratamento não ocorre no momento adequado.

Além da retina, a doença falciforme também pode afetar a conjuntiva, os vasos da íris e o nervo óptico. Da mesma forma, pacientes diagnosticados com a enfermidade apresentam maior risco de complicações após traumas oculares.

EXAMES E TRATAMENTO

Para identificar alterações precocemente, os especialistas utilizam exames como mapeamento de retina, retinografia e angiografia fluoresceínica. A partir dos resultados, o médico define a melhor estratégia de tratamento.

Dependendo da gravidade do caso, o acompanhamento pode incluir apenas observação clínica. Entretanto, alguns pacientes precisam de fotocoagulação a laser ou até mesmo de cirurgia vitreorretiniana.

Por fim, médicos reforçam que o acompanhamento multidisciplinar e as consultas oftalmológicas periódicas são fundamentais. Dessa maneira, é possível reduzir complicações, preservar a visão e melhorar a qualidade de vida das pessoas com doença falciforme.