Dipirona: saiba quando o remédio pode aliviar dores e quando exige atenção

A dipirona é um dos medicamentos mais usados no Brasil para aliviar dores e febre, mas o uso exige atenção às doses e contraindicações. Embora seja considerada segura na maioria dos casos, especialistas alertam para efeitos colaterais raros e reações graves.

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- Foto: Divulgação Tua saúde

A dipirona, também conhecida como metamizol, está entre os medicamentos mais utilizados pelos brasileiros para aliviar dores e reduzir a febre. Apesar de ser vendida sem receita médica e facilmente encontrada em farmácias, o uso do remédio exige atenção às doses recomendadas, contraindicações e possíveis efeitos colaterais.

O medicamento atua diretamente na redução da produção de prostaglandinas, substâncias ligadas à dor e ao controle da temperatura corporal. Por isso, médicos costumam indicar a dipirona em casos de febre, dor de cabeça, cólicas menstruais, dor de dente e dores pós-operatórias.

Além disso, o efeito do remédio costuma surgir entre 30 e 60 minutos após a ingestão, permanecendo ativo por cerca de quatro horas.

Doses variam conforme idade e peso

A dosagem da dipirona muda de acordo com a idade, peso e forma de apresentação do medicamento. Segundo a bula aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), adultos e adolescentes acima de 15 anos devem seguir as orientações específicas de cada versão do remédio.

No caso das crianças, a dose precisa ser calculada conforme o peso corporal. Por isso, especialistas reforçam a importância da orientação pediátrica antes da administração.

Além disso, o uso inadequado pode aumentar o risco de efeitos adversos e intoxicações.

Estudo aponta baixo risco, mas alerta para reação rara

Uma revisão sistemática publicada em 2016 no Journal of Clinical Pharmacy and Therapeutics analisou a segurança do metamizol. O estudo mostrou que a dipirona apresenta perfil gastrointestinal e renal mais seguro do que alguns anti-inflamatórios não esteroidais.

Entretanto, pesquisadores identificaram um risco raro de agranulocitose, condição grave que reduz drasticamente os glóbulos brancos do organismo.

Segundo os especialistas, embora o risco absoluto seja considerado baixo, pacientes devem interromper o uso e procurar atendimento médico imediato caso apresentem sintomas como febre persistente, dores intensas na garganta ou feridas na boca.

Reações alérgicas também exigem atenção

A maioria das pessoas utiliza a dipirona sem apresentar problemas. Ainda assim, algumas reações adversas podem surgir durante o tratamento.

Entre os efeitos mais relatados estão:

  • Queda da pressão arterial
  • Coceira
  • Urticária
  • Manchas vermelhas na pele
  • Reações alérgicas

Em situações extremamente raras, o medicamento pode desencadear quadros graves, como a Síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica.

Nesses casos, bolhas, descamações na pele e febre associada a erupções exigem atendimento médico imediato.

Quando o medicamento deve ser evitado

Especialistas alertam que algumas pessoas não devem utilizar dipirona sem avaliação médica. Entre as principais contraindicações estão:

  • Alergia à dipirona ou derivados pirazolônicos
  • Doenças hematológicas
  • Alterações na medula óssea
  • Deficiência da enzima G6PD
  • Porfiria hepática aguda intermitente
  • Gravidez, principalmente no primeiro e terceiro trimestres
  • Bebês com menos de 3 meses ou peso inferior a 5 kg

Além disso, pessoas com pressão baixa, desidratação ou que utilizam outros medicamentos para febre precisam buscar orientação profissional antes do uso.

Uso consciente evita riscos

Embora seja considerado seguro para grande parte da população, o uso indiscriminado da dipirona pode causar complicações. Por isso, médicos reforçam a importância de respeitar as doses recomendadas e observar possíveis reações do organismo.

O acompanhamento profissional também ajuda a evitar interações medicamentosas e reduz riscos durante o tratamento.

Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e não substitui avaliação médica, diagnóstico ou prescrição profissional.

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