Deputado Wellington Calegari denuncia possível tortura após Bolsonaro passar mal em cela

O deputado estadual Wellington Calegari (PL) fez um chamamento público nesta semana para que juristas, entidades de direitos humanos e organismos internacionais acompanhem o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após relatos de que ele teria sofrido tontura, queda dentro da cela e apresentado um quadro clínico considerado preocupante por médicos.

Segundo informações divulgadas por aliados e pela defesa, Bolsonaro passou mal durante o período de custódia, precisou de atendimento médico e teve recomendação de internação hospitalar com urgência, diante do risco de agravamento do estado de saúde.

Calegari fala em tortura e pede reação institucional

Em pronunciamento, Wellington Calegari afirmou que a situação ultrapassa o debate político e entra no campo dos direitos humanos. Para o parlamentar, caso seja confirmada a negativa de atendimento adequado, o episódio pode configurar tratamento degradante ou tortura institucional.

“O Estado é responsável pela integridade física e psicológica de qualquer pessoa sob sua custódia. Negar assistência médica adequada é uma violação grave”, afirmou o deputado, ao conclamar denúncias formais em instâncias nacionais e internacionais.

Moraes rejeita pedido de internação imediata

No campo jurídico, o caso teve novo desdobramento. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido da defesa do ex-presidente para seu encaminhamento imediato a uma unidade hospitalar em Brasília, onde Bolsonaro seria submetido a exames mais aprofundados.

A decisão foi divulgada pela revista Veja, segundo a qual o ministro entendeu que, naquele momento, não estavam presentes os requisitos para a transferência imediata, mantendo a avaliação sob responsabilidade da equipe médica vinculada à custódia.
Informações: Veja Brasil.

Defesa cobra transparência

A defesa de Bolsonaro sustenta que a negativa ignora alertas médicos e insiste na necessidade de internação hospitalar, além de acesso amplo a exames, laudos e acompanhamento especializado. Advogados também cobram esclarecimentos oficiais sobre as circunstâncias da queda relatada.

Polarização e pressão política

O episódio amplia a tensão política em torno do ex-presidente. Aliados falam em perseguição e violação de direitos. Críticos defendem que o caso seja tratado com rigor técnico, transparência e sem exploração política.

A FOLHA DO ES acompanha o caso e aguarda manifestação oficial detalhada das autoridades responsáveis pela custódia.