
Proposta é ampliar o diagnóstico precoce e reduzir a necessidade de colonoscopias em pacientes que não apresentam alterações no exame
SUS vai adotar novo exame para rastrear câncer de intestino
Teste deve ampliar diagnóstico precoce da doença
O Sistema Único de Saúde (SUS) vai adotar um novo exame para rastreamento do câncer de intestino em pessoas sem sintomas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deve anunciar a medida nesta quinta-feira (21/5), durante agenda oficial na França.
Além disso, o governo pretende ampliar o diagnóstico precoce da doença e reduzir a necessidade de colonoscopias em pacientes sem alterações clínicas aparentes.
Exame será indicado para pessoas entre 50 e 75 anos
O teste escolhido foi o FIT, sigla em inglês para teste imunoquímico fecal. O exame será indicado para homens e mulheres entre 50 e 75 anos como método inicial de triagem.
Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é identificar sinais precoces da doença antes do surgimento de sintomas mais graves. Dessa forma, médicos poderão iniciar o tratamento em fases iniciais, quando as chances de cura costumam ser maiores.
Exame detecta sangue invisível nas fezes
O FIT consegue identificar pequenas quantidades de sangue invisíveis a olho nu nas fezes. Esse sangramento pode indicar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou até tumores intestinais.
Além disso, o exame utiliza anticorpos específicos para detectar sangue humano, o que aumenta a precisão da análise. Segundo o Ministério da Saúde, a sensibilidade do teste varia entre 85% e 92%.
Diferentemente de métodos antigos, o FIT exige apenas uma amostra e não obriga o paciente a seguir dietas restritivas antes da coleta.
Coleta pode ser feita em casa
O paciente poderá realizar a coleta em casa com um kit fornecido para o exame. Em seguida, a pessoa envia a amostra para análise laboratorial.
Caso o resultado apresente alterações, os profissionais de saúde encaminharão o paciente para exames complementares, como a colonoscopia, responsável por confirmar o diagnóstico.
Além disso, o caráter não invasivo do FIT tende a aumentar a adesão da população, principalmente entre pessoas que evitam a colonoscopia por desconforto ou receio do procedimento.
Especialistas destacam importância da medida
O câncer de intestino está entre os tipos mais frequentes no Brasil. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer, o país registra mais de 45 mil novos casos por ano.
Para a oncologista Gabrielle Scattolin, integrante da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, a inclusão do exame no SUS pode facilitar o acesso ao rastreamento e acelerar o diagnóstico precoce.
Segundo a especialista, o câncer de intestino costuma evoluir silenciosamente. Por isso, ampliar o acesso a um exame simples, seguro e menos invasivo pode aumentar as chances de detectar alterações ainda no início da doença.
Sintomas exigem atenção médica
Especialistas também alertam para sinais que podem indicar câncer de intestino. Entre eles estão presença de sangue nas fezes, alteração no hábito intestinal, diarreia persistente, constipação recente, cólicas frequentes, perda de peso, fadiga e anemia crônica.
Dessa forma, pessoas que apresentarem sintomas devem procurar avaliação médica mesmo antes da faixa etária indicada para o rastreamento.











