
Cuidar de um cão vai além da alimentação e das brincadeiras. Segundo especialistas, a atenção diária e o acompanhamento da saúde do animal são essenciais para identificar alterações precoces. Um exemplo comum é o surgimento de uma “bolinha” no cotovelo, condição conhecida como higroma.
O caso do cachorro Boris, acompanhado pela tutora Sidneia Isabel da Silva Jesus, ilustra a situação. Ao perceber um aumento na região do cotovelo, ela buscou avaliação veterinária. Inicialmente, houve preocupação com a possibilidade de algo mais grave. No entanto, após exames e consultas, o diagnóstico confirmou o higroma.
O que é o higroma
De acordo com o médico veterinário Murilo Vieira Landim, especialista em ortopedia, o higroma é uma bolsa de líquido que se forma sob a pele. Geralmente, surge em áreas de apoio, como o cotovelo.
Isso ocorre, sobretudo, devido à pressão constante ou traumas repetitivos. Ou seja, quando o cão deita frequentemente em superfícies duras, o organismo cria uma espécie de proteção líquida na região.
Como identificar o problema
Na maioria dos casos, o higroma aparece como uma estrutura macia, fria e indolor. Por isso, muitos tutores só percebem ao tocar o animal.
Foi exatamente assim que Sidneia identificou a alteração em Boris. Com o passar dos dias, como o inchaço não reduziu, ela decidiu procurar ajuda profissional. Dessa forma, conseguiu um diagnóstico precoce e evitou complicações.
Tratamento e cuidados
O tratamento costuma ser simples nos casos iniciais. Em geral, envolve a proteção da área afetada, uso de medicação e adaptação do ambiente.
No caso de Boris, foram utilizadas medicações anti-inflamatórias, drenagem do líquido e um colete protetor para evitar impactos. Além disso, a casa passou por adaptações, com uso de tapetes e superfícies mais confortáveis.
Segundo especialistas, o ponto mais importante é corrigir a causa do problema. Caso contrário, o higroma pode retornar.
Riscos e complicações
Embora seja considerado benigno na maioria das situações, o higroma pode evoluir. Por exemplo, há risco de infecção, formação de feridas e dor.
Entre os principais fatores de risco estão:
- Cães de grande porte
- Ambientes com piso duro
- Baixa massa muscular
- Crescimento acelerado
- Problemas ortopédicos
Além disso, cães que permanecem por longos períodos em áreas rígidas também apresentam maior chance de desenvolver a condição.
Quando procurar um veterinário
A orientação é clara: ao perceber qualquer aumento de volume no corpo do pet, o tutor deve buscar avaliação profissional. Principalmente, se houver sinais como dor, vermelhidão, secreção ou mudança de comportamento.
O diagnóstico costuma ser clínico. No entanto, em casos mais complexos, exames como ultrassom, punção ou até biópsia podem ser necessários.
Prevenção é o melhor caminho
Especialistas destacam que a prevenção é simples e eficaz. Por isso, algumas medidas devem fazer parte da rotina:
- Oferecer camas macias
- Evitar contato direto com superfícies duras
- Manter o peso adequado
- Utilizar protetores em cães de risco
- Observar alterações no corpo do animal
Além disso, cuidados com a pele são fundamentais quando há lesões. Nesses casos, o uso de colar elisabetano pode evitar que o animal lamba a região e agrave o quadro.
Atenção contínua faz a diferença
Após cerca de um mês de tratamento, Boris se recuperou bem. Atualmente, segue ativo e sem complicações.
Para a tutora, o aprendizado foi essencial. Segundo ela, observar o comportamento e tocar o animal com frequência ajudam a identificar qualquer problema rapidamente.
“Você detecta ao menor sinal que algo causa desconforto. Depois disso, é cuidar com carinho e seguir as orientações do veterinário”, afirmou.
Dessa forma, especialistas reforçam: quanto antes o higroma for identificado e tratado, menores são os riscos e mais rápida é a recuperação do animal.










