Gasolina com mais etanol: veja quais carros podem ser mais afetados pela nova mistura

Gasolina com mais etanol: veja quais carros podem ser mais afetados pela nova mistura

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 2026 07 17t083708 385
Abastecimento - Imagem ilustrada e gerada por IA

A gasolina vendida no Brasil terá 32% de etanol anidro a partir de 1º de agosto. A mudança foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Segundo especialistas, veículos flex quase não sentirão os efeitos. No entanto, carros antigos, modelos movidos apenas a gasolina e alguns importados exigirão mais atenção. Além disso, o consumo de combustível pode aumentar.

Acompanhe as principais notícias do ES — receba grátis onde preferir!

Carros antigos podem sofrer maior desgaste

Especialistas afirmam que os veículos mais antigos enfrentam maior risco com a nova mistura. O grupo inclui carros carburados fabricados até meados dos anos 1990. Modelos a gasolina produzidos entre 1990 e 2003 também merecem atenção. Além disso, alguns importados não flex podem apresentar problemas.

O maior teor de etanol pode acelerar o desgaste de tanques, carburadores, bombas e bicos de combustível. Em alguns casos, o motorista poderá notar falhas no funcionamento do motor ou o acendimento da luz de injeção eletrônica.

Entre os modelos mais afetados estão Fusca, Brasília, Opala, Chevette, Corcel II, Del Rey, Passat antigo, Maverick, Gol carburado e Uno Mille carburado. Já Vectra, Santana, Golf monocombustível, Tempra, Marea, Escort, Focus de primeira geração, Corsa Wind, Palio, Siena e Kadett tendem a sofrer impacto intermediário.

Importados como BMW, Mercedes-Benz, Porsche, Land Rover, Mustang e Ford Bronco Sport também exigem atenção. Em muitos casos, os fabricantes recomendam o uso de gasolina premium.

Veículos flex terão impacto reduzido

Os carros flex fabricados a partir de 2003 foram desenvolvidos para funcionar com diferentes proporções de gasolina e etanol. Por isso, modelos como Onix, HB20, Corolla, Civic, Renegade, Nivus, Polo, Pulse e Fastback devem continuar operando normalmente.

Mesmo assim, o motorista poderá perceber um pequeno aumento no consumo. Isso acontece porque o etanol gera menos energia por litro do que a gasolina. Assim, o motor precisa de mais combustível para percorrer a mesma distância.

Governo aposta em economia e menor emissão

O governo afirma que a medida reduzirá a necessidade de importar gasolina. Além disso, espera diminuir a pressão sobre os preços dos combustíveis. Outro objetivo é reduzir a emissão de gases poluentes, já que o etanol produz menos CO₂ do que a gasolina.

Por outro lado, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) defende novos testes. A entidade afirma que ainda faltam estudos específicos sobre a durabilidade dos componentes com a mistura de 32% de etanol.

Enquanto isso, especialistas orientam os proprietários de veículos clássicos e importados a consultar o manual do fabricante. Quando houver recomendação, o uso de gasolina premium pode reduzir o desgaste das peças e aumentar a vida útil do sistema de combustível.


Com essa revisão: