Controlar a glicose não basta: diabetes também exige atenção ao coração

Hoje, controlar a glicemia é apenas parte da estratégia para proteger coração, rins e aumentar a qualidade de vida

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 2026 07 06t103817 831
- Foto: Reprodução

Durante muitos anos, o sucesso do tratamento do diabetes foi medido principalmente pelos níveis de glicose no sangue. No entanto, os avanços da medicina mostram que controlar a glicemia, embora seja fundamental, não é suficiente para reduzir todos os riscos da doença.

Hoje, especialistas entendem que o diabetes tipo 2 afeta diversos órgãos e sistemas do corpo. Além disso, a doença está relacionada à inflamação crônica, à resistência à insulina, ao acúmulo de gordura visceral, às alterações renais e ao comprometimento dos vasos sanguíneos.

Acompanhe as principais notícias do ES — receba grátis onde preferir!

Risco cardiovascular exige atenção

As complicações cardiovasculares representam a principal causa de morte entre pessoas com diabetes. Por isso, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal crônica merecem atenção tanto quanto o controle da glicemia.

Durante anos, muitos medicamentos conseguiram reduzir os níveis de açúcar no sangue. Entretanto, nem todos diminuíam o risco de eventos cardiovasculares graves.

Novos tratamentos mudaram o cenário

Nos últimos anos, novas classes de medicamentos transformaram o tratamento do diabetes. Os inibidores de SGLT2 e os agonistas do receptor de GLP-1 demonstraram capacidade de reduzir o risco de infarto, AVC, internações por insuficiência cardíaca e a progressão da doença renal.

Além disso, essas terapias ajudam a aumentar a expectativa e a qualidade de vida dos pacientes. Dessa forma, o tratamento deixou de focar apenas nos resultados dos exames laboratoriais e passou a buscar proteção para todo o organismo.

O tratamento vai além da glicemia

Outro ponto importante é o controle do excesso de peso, especialmente da gordura abdominal e visceral. Isso porque esse tipo de gordura favorece a inflamação, prejudica a função dos vasos sanguíneos e aumenta o risco de complicações cardiovasculares.

Por esse motivo, médicos avaliam atualmente outros fatores além da glicose, como a saúde do coração, a função dos rins, a presença de obesidade, a capacidade funcional e a qualidade de vida do paciente.

Em resumo, controlar a glicose continua sendo uma parte essencial do tratamento. No entanto, a medicina já reconhece que proteger o coração, preservar os rins e reduzir o risco cardiovascular são objetivos igualmente importantes para garantir mais saúde e longevidade às pessoas com diabetes.