Leilão da Colagua pode gerar impasse para compradores

Leilão da Colagua envolve apenas parte do patrimônio da cooperativa e pode gerar questionamentos jurídicos para futuros compradores

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Foto: Divulgação -

Venda parcial

O patrimônio colocado à venda corresponde apenas à área construída de aproximadamente 2.300 metros quadrados. Essa parte foi usada como garantia fiduciária em financiamento contratado junto ao Banco Sicoob Fluminense/RJ. Entretanto, a área de acesso principal pela BR-482 não integra o leilão. Com isso, o futuro comprador dependerá de entrada pelos fundos e terá de conviver com áreas comuns que continuarão pertencendo à cooperativa.

Impasse jurídico

Outras estruturas, áreas não edificadas e espaços internos também ficaram fora da negociação. Na prática, o arrematante comprará apenas a área vinculada à garantia da dívida. Além disso, o leilão chegou a ser suspenso pela Justiça e voltou após recurso da instituição financeira. Paralelamente, uma ação revisional questiona cláusulas do contrato, a avaliação do imóvel e os valores cobrados.

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Patrimônio histórico

Um laudo pericial anexado ao processo aponta que a Colagua já teria quitado parte relevante do débito. Por isso, especialistas avaliam que o comprador poderá enfrentar insegurança jurídica. Enquanto isso, moradores, lideranças e autoridades defendem a reativação da cooperativa. O vereador Nelsinho Salvador defende união entre Prefeitura, Governo do Estado e entidades do cooperativismo. Já o economista Rodrigo Simões alerta que uma venda apressada pode transformar um ativo estratégico de Guaçuí em sucata.