
O governo dos Estados Unidos confirmou que negou a entrada do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, escalado pela Fifa para atuar na Copa do Mundo. Segundo as autoridades americanas, o profissional é suspeito de manter vínculos com pessoas ligadas a organizações terroristas.
Em comunicado enviado à emissora Fox News, o órgão de Proteção de Alfândega e Fronteiras informou que encontrou informações consideradas comprometedoras durante uma análise mais detalhada do caso. Por isso, os agentes consideraram o árbitro inadmissível no país com base na Lei de Imigração e Nacionalidade.
Governo cita segurança nacional
Segundo o governo americano, Omar recebeu os documentos que formalizam a negativa de entrada e o processo de remoção imediata.
Além disso, a administração do presidente Donald Trump afirmou que não permitirá a entrada de pessoas consideradas ameaças à segurança nacional.
Mesmo com o apoio da embaixada da Somália, as autoridades mantiveram a decisão e impediram a participação do árbitro no torneio.
Fifa lamenta decisão
Durante entrevista coletiva, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, lamentou o episódio envolvendo o árbitro somali.
Segundo ele, a entidade tentou encontrar uma solução para o caso, mas não possui autoridade para interferir em decisões soberanas de governos e órgãos de segurança.
“É uma pena o que aconteceu com Omar. Sempre tentamos achar soluções, mas temos de entender que não somos os reis do mundo que podem mandar em governos e forças policiais”, afirmou.
Árbitro fica fora da Copa
Omar Abdulkadir Artan integrava a lista oficial de árbitros selecionados pela Fifa para a Copa do Mundo.
Entretanto, após a negativa do visto e da autorização de entrada nos Estados Unidos, ele ficou impossibilitado de participar da competição, que começa nesta quinta-feira (11), com a partida de abertura entre México e África do Sul.










