Mãe relata susto após filho ser atingido por carro em Jardim Camburi

Adolescente de 14 anos estava em autopropelido quando motorista fez conversão sem olhar, segundo relato

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Na foto os dois jovens foram socorridos e levados para o hospital. Motorista fez teste do bafômetro, que deu negativo. |  Foto: Francine Spinassé -

Uma técnica de segurança do trabalho, de 40 anos, relembrou o susto vivido após o filho, de 14 anos, sofrer um acidente enquanto pilotava um autopropelido em Jardim Camburi, em Vitória. O caso aconteceu em abril e reacendeu o debate sobre segurança no trânsito envolvendo bicicletas elétricas e motos elétricas de baixa potência.

Segundo a mãe, o adolescente seguia corretamente pela via quando um carro de uma empresa de telefonia fez uma conversão sem sinalizar e sem observar o trânsito.

“O carro não parou e jogou meu filho para cima”, afirmou.

Além disso, outro adolescente que vinha logo atrás, em uma bicicleta elétrica, também acabou atingido e arremessado após a colisão.

Acidente aconteceu a caminho do curso

De acordo com a técnica, o filho seguia para a aula de inglês por volta das 14 horas. Segundo ela, o trajeto fazia parte da rotina diária do adolescente.

“Ele estava do lado direito da via, usando capacete e seguindo as orientações que sempre passamos”, contou.

Ainda conforme o relato, o motorista atravessou o cruzamento sem dar seta e sem reduzir a velocidade.

A mulher afirmou que possui imagens da ocorrência. Segundo ela, as gravações mostram que o adolescente foi surpreendido pela manobra do veículo.

Socorro e estado de saúde

Após o acidente, pessoas que estavam na região acionaram a família. O pai do adolescente chegou primeiro ao local e informou que o filho estava consciente.

Enquanto isso, a mãe saiu do trabalho e seguiu para o hospital.

O adolescente foi levado ao Hospital Infantil de Vitória. Apesar do impacto, exames descartaram fraturas.

“Ele fez tomografia e raio-X. Graças a Deus não quebrou nenhum osso, mas ficou muito dolorido”, relatou.

Já o outro adolescente envolvido sofreu ferimentos mais graves e continua em recuperação.

Rotina motivou compra do autopropelido

A técnica também respondeu às críticas recebidas após permitir que o filho utilizasse o veículo elétrico. Segundo ela, a decisão aconteceu após muita pesquisa e análise da rotina do adolescente.

Ela explicou que o filho sai cedo de casa, frequenta escola, curso de inglês e treino de futebol. Além disso, já enfrentou situações de insegurança no trajeto feito a pé.

“Ele já escapou de assalto porque conseguiu correr”, contou.

Segundo a mãe, o autopropelido nunca foi desbloqueado e atinge no máximo 32 km/h.

Educação no trânsito

A técnica defendeu mais conscientização no trânsito para todos os condutores, não apenas para usuários de bicicletas elétricas e autopropelidos.

Ela reconheceu que existem casos de imprudência envolvendo esses veículos. No entanto, ressaltou que motoristas também precisam respeitar as regras de circulação.

“É preciso educação no trânsito para todos. Nem sempre a culpa é de quem está nas bikes”, afirmou.

Além disso, ela acredita que o tema deveria ser trabalhado desde o ensino fundamental dentro das escolas.

Adolescente continuará usando o veículo

Mesmo após o acidente, a família decidiu manter o uso do autopropelido. Segundo a mãe, a rotina financeira impede o pagamento diário de transporte por aplicativo.

Por isso, a família apenas alterou parte do trajeto para evitar cruzamentos considerados perigosos.

“Como mãe, entendo que hoje essa ainda é a forma mais segura para ele”, concluiu.