
A mulher de 37 anos presa em Santa Catarina após fingir ser uma adolescente de 12 anos confessou à Polícia Civil que aplicou o mesmo golpe em pelo menos sete estados brasileiros ao longo de mais de 15 anos.
Amanda Maria Souza de Oliveira revelou, durante depoimento, que repetiu o esquema em Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Ceará e Rio Grande do Norte. Além disso, um caso semelhante no Rio Grande do Sul também veio à tona nos últimos dias.
Em Santa Catarina, a Polícia Civil ainda investiga outras ocorrências envolvendo a suspeita em Florianópolis e Chapecó.
Mulher fingia ser adolescente em situação de vulnerabilidade
Segundo as investigações, Amanda utilizava sempre o mesmo método para enganar autoridades e famílias. Ela se apresentava como adolescente em situação de vulnerabilidade e afirmava ter fugido da cidade natal após sofrer abusos.
Embora mudasse o nome e a idade informados, a mulher dizia ter menos de 18 anos em todos os casos.
Além disso, a suspeita conseguia acolhimento em abrigos, hospitais e até em residências de famílias que acreditavam na história contada por ela.
Caso semelhante aconteceu há mais de 15 anos
Em 2010, Amanda foi internada em um hospital de Natal, no Rio Grande do Norte, após médicos encontrarem agulhas na região do abdômen dela. Na época, ela dizia ter apenas 13 anos, apesar de já ser adulta.
O delegado Luiz Lucena, que atendeu a ocorrência, afirmou que a equipe descobriu que Amanda já havia repetido o golpe anteriormente em Fortaleza.
“A gente começou as investigações e descobriu que ela já tinha feito isso lá em Fortaleza e tinha vindo para cá”, relatou o delegado à NSC TV.
Depois disso, autoridades do Rio Grande do Sul também entraram em contato relatando situação semelhante.
Suspeita já foi presa por estelionato
Em 2021, Amanda teria enganado autoridades em Porto Alegre e permanecido em um abrigo para menores em situação de vulnerabilidade. No entanto, uma perícia descobriu a verdadeira idade dela.
No mesmo ano, a Polícia Civil de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, prendeu Amanda preventivamente por estelionato consumado. Na ocasião, ela dizia ter apenas 11 anos.
Ela permaneceu presa por cerca de seis meses e deixou a cadeia em junho de 2022.
Família acolheu suspeita em Joinville
No caso mais recente, em Joinville, uma família acolheu Amanda após acreditar que ela era uma adolescente abandonada. Durante o período em que viveu com o casal, ela passou a ser tratada como filha.
Além disso, a família organizou festa de aniversário para comemorar os supostos 12 anos da jovem. Amanda também recebeu tratamento para emagrecimento com o medicamento Mounjaro.
As desconfianças surgiram apenas neste mês, quando parentes começaram a perceber inconsistências nas informações apresentadas pela suspeita.
Agulhas no corpo chamaram atenção de médicos
Outro episódio envolvendo Amanda aconteceu em 2023, no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. Na ocasião, ela também fingiu ser adolescente ao procurar atendimento médico com dores abdominais.
Durante exames de raio-x, médicos encontraram diversas agulhas no corpo da mulher.
Por causa da situação, o Ministério Público de Santa Catarina chegou a solicitar um exame de sanidade mental. Entretanto, o pedido não foi aceito naquele momento.
Agora, a defesa da suspeita aguarda a realização de um exame psiquiátrico autorizado pela Justiça para se manifestar oficialmente sobre o caso.











