
Uma mulher de 37 anos acabou presa em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após fingir ser uma adolescente de 12 anos para enganar uma família que a acolheu e chegou a formalizar sua adoção. O caso chamou atenção pela forte semelhança com o filme “A Órfã” (2009), suspense em que uma mulher adulta assume uma identidade falsa para viver como criança dentro de uma família.
Segundo a Polícia Civil, a suspeita usava o nome falso de “Gabriele” e permaneceu cerca de 14 meses na casa da família, localizada no distrito de Pirabeiraba.

Mulher criou personagem para sustentar fraude
Durante a investigação, os policiais descobriram que a suspeita construiu uma narrativa detalhada para convencer os moradores. Ela dizia ter autismo e afirmava que aparentava ser mais velha por causa do uso forçado de hormônios durante a infância.
Além disso, a mulher adotava hábitos infantis para reforçar o personagem. Ela usava chupeta, mamadeira e objetos de apego para dormir. Com isso, conseguiu aumentar a confiança da família ao longo dos meses.
Conforme os investigadores, os moradores acreditavam que acolhiam uma adolescente em situação de vulnerabilidade.
Polícia prendeu suspeita em flagrante
A Polícia Civil prendeu a mulher em flagrante pelos crimes de falsa identidade e estelionato. Durante o depoimento, ela teria confessado a fraude.
Além disso, os investigadores afirmam que a suspeita conquistou gradualmente a confiança da família até consolidar a convivência dentro da residência.
A polícia também apura possíveis golpes semelhantes atribuídos à mulher em outros estados. Até agora, surgiram registros de ocorrências em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
Depois da prisão, os agentes encaminharam a suspeita ao Presídio Regional de Joinville, onde ela segue à disposição da Justiça.
Comparação com “A Órfã” repercutiu nas redes
O caso repercutiu nas redes sociais justamente pela semelhança com o filme “A Órfã”, lançado em 2009. Na história, a personagem Esther aparenta ser uma menina órfã. No entanto, ela na verdade é uma mulher adulta que utiliza uma identidade falsa para manipular famílias.
Apesar das comparações, a Polícia Civil reforçou que ainda investiga detalhes do caso em Santa Catarina, principalmente a motivação da suspeita e possíveis vítimas em outros estados.










