
Fiscalização encontrou carne sem inspeção sanitária em condições insalubres no bairro Vista Linda. Homem de 28 anos assinou termo por maus-tratos e atividade irregular.
Uma operação realizada nesta quarta-feira (3) interditou um abatedouro clandestino no bairro Vista Linda, em Cariacica, e apreendeu cerca de meia tonelada de carne sem controle sanitário. A fiscalização identificou condições precárias de higiene no local e flagrou irregularidades no abate e armazenamento dos produtos.
Durante a ação, os agentes encontraram animais abatidos em ambiente insalubre. Além disso, a equipe localizou grande quantidade de carne armazenada sem os cuidados exigidos pelas normas sanitárias. Os fiscais também apreenderam quatro suínos no imóvel.
Segundo a Polícia Civil, o responsável pelo estabelecimento informou que comercializava os produtos em uma feira livre do município. Por isso, os órgãos competentes irão ampliar as fiscalizações para rastrear o destino da carne vendida irregularmente.
Carne será destruída
As autoridades confirmaram que irão destruir toda a carne apreendida conforme os protocolos sanitários. Como os produtos não possuíam inspeção oficial, a legislação proíbe a venda, o consumo e até mesmo a doação dos alimentos.
A operação reuniu equipes da Prefeitura de Cariacica e do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf). Enquanto a prefeitura interditou o imóvel, o Idaf aplicou a autuação administrativa contra o responsável.
Além disso, os fiscais irão definir o valor da multa após concluírem a pesagem e a análise técnica do material apreendido.
Responsável responde por irregularidades
O homem de 28 anos assinou um Termo Circunstanciado (TC) por maus-tratos a animais e por manter uma atividade potencialmente poluidora sem licença ambiental.
Já os quatro porcos encontrados no imóvel ficaram sob responsabilidade de um tutor provisório, que cuidará dos animais até o fim dos procedimentos administrativos e judiciais.
As investigações continuam e agora apuram todas as circunstâncias do caso. Os órgãos responsáveis também tentam identificar o destino da carne que já circulava no comércio antes da operação.










