Mulher que fingia ser adolescente para aplicar golpes diz ter fugido de exploração sexual no ES

Suspeita de 37 anos relatou ao Conselho Tutelar ter sofrido maus-tratos, tortura e cárcere antes de aparecer em Santa Catarina.

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 2026 06 10t231654 274
- Foto: Reprodução/PCSC

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, investigada por se passar por uma adolescente de 12 anos para aplicar golpes no Sul do Brasil, afirmou ter fugido de situações de maus-tratos, tortura e exploração sexual no Espírito Santo.

A informação consta em um documento do Conselho Tutelar de Florianópolis, obtido pelo programa Balanço Geral São Paulo.

Suspeita usava identidade falsa

No depoimento, Amanda utilizou o nome de “Karoline” e afirmou que sofria situações de tortura, exploração sexual e cárcere privado.

Além disso, ela declarou que conseguiu fugir da situação em abril do ano passado.

Segundo o documento, a suspeita buscou ajuda em igrejas e chegou a receber acolhimento temporário em um abrigo para crianças.

Ministério Público chegou a pedir proteção

Antes de morar durante 14 meses com uma família em Joinville, Santa Catarina, Amanda recebeu acompanhamento institucional e uma tutora.

Além disso, o Ministério Público de Santa Catarina chegou a solicitar medidas de proteção e acolhimento para a mulher, acreditando que ela era uma adolescente em situação de vulnerabilidade.

Posteriormente, as autoridades descobriram que ela tinha 37 anos.

Outras famílias também foram enganadas

As investigações apontam que Amanda utilizou diferentes identidades para enganar famílias.

Em outro episódio, ela se apresentou como uma criança com câncer e conseguiu abrigo na casa de outra família.

Além disso, uma das vítimas chegou a tatuar o nome “Emily”, identidade usada pela suspeita durante o golpe.

Suspeita alega transtornos mentais

Durante depoimento à Justiça de Santa Catarina, Amanda afirmou que sofre de transtornos mentais.

Segundo ela, os problemas psicológicos influenciaram os crimes investigados pelas autoridades.

Agora, a Justiça e os órgãos de proteção continuam apurando o caso para esclarecer todas as circunstâncias das fraudes e das informações apresentadas pela suspeita.