
Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, investigada por se passar por uma adolescente de 12 anos para aplicar golpes no Sul do Brasil, afirmou ter fugido de situações de maus-tratos, tortura e exploração sexual no Espírito Santo.
A informação consta em um documento do Conselho Tutelar de Florianópolis, obtido pelo programa Balanço Geral São Paulo.
Suspeita usava identidade falsa
No depoimento, Amanda utilizou o nome de “Karoline” e afirmou que sofria situações de tortura, exploração sexual e cárcere privado.
Além disso, ela declarou que conseguiu fugir da situação em abril do ano passado.
Segundo o documento, a suspeita buscou ajuda em igrejas e chegou a receber acolhimento temporário em um abrigo para crianças.
Ministério Público chegou a pedir proteção
Antes de morar durante 14 meses com uma família em Joinville, Santa Catarina, Amanda recebeu acompanhamento institucional e uma tutora.
Além disso, o Ministério Público de Santa Catarina chegou a solicitar medidas de proteção e acolhimento para a mulher, acreditando que ela era uma adolescente em situação de vulnerabilidade.
Posteriormente, as autoridades descobriram que ela tinha 37 anos.
Outras famílias também foram enganadas
As investigações apontam que Amanda utilizou diferentes identidades para enganar famílias.
Em outro episódio, ela se apresentou como uma criança com câncer e conseguiu abrigo na casa de outra família.
Além disso, uma das vítimas chegou a tatuar o nome “Emily”, identidade usada pela suspeita durante o golpe.
Suspeita alega transtornos mentais
Durante depoimento à Justiça de Santa Catarina, Amanda afirmou que sofre de transtornos mentais.
Segundo ela, os problemas psicológicos influenciaram os crimes investigados pelas autoridades.
Agora, a Justiça e os órgãos de proteção continuam apurando o caso para esclarecer todas as circunstâncias das fraudes e das informações apresentadas pela suspeita.










