Ebola: dois casos suspeitos seguem em investigação no Brasil

Um paciente no Rio de Janeiro e um em São Paulo seguem isolados enquanto suspeitas de vírus Ebola não são descartadas

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Maciej Frolow/Getty Images -

Casos suspeitos de Ebola seguem sob monitoramento no Brasil

Autoridades acompanham pacientes no Rio e em São Paulo

As autoridades de saúde do Rio de Janeiro e de São Paulo continuam monitorando dois casos suspeitos de infecção pelo vírus Ebola. Embora os pacientes já tenham recebido diagnósticos para outras doenças, as equipes médicas mantêm a observação até descartarem completamente a possibilidade de contaminação pelo vírus.

No Rio de Janeiro, o caso envolve um viajante que retornou recentemente de Uganda. Já em São Paulo, o paciente esteve na República Democrática do Congo, país que também enfrenta um surto da doença.

Pacientes receberam outros diagnósticos

O viajante que esteve em Uganda testou positivo para malária. Por outro lado, o homem que chegou da República Democrática do Congo recebeu diagnóstico de meningite meningocócica.

Mesmo assim, os profissionais de saúde mantêm os dois pacientes em isolamento e seguem os protocolos de vigilância epidemiológica. Dessa forma, as autoridades buscam garantir a segurança da população enquanto concluem as investigações.

Países africanos enfrentam surto da doença

Atualmente, Uganda e a República Democrática do Congo registram um surto de Ebola. Segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC África), os dois países contabilizaram 263 casos confirmados e 43 mortes neste ano.

Além disso, mais de 1.100 casos suspeitos ainda passam por investigação. Diante desse cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública internacional, ampliando o alerta para os países que recebem viajantes vindos das áreas afetadas.

Quais são os sintomas do Ebola?

A infecção pelo vírus Ebola pode provocar febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. No entanto, em situações mais graves, a doença pode evoluir para hemorragias, choque e falência múltipla de órgãos.

Segundo o Ministério da Saúde, o período de incubação varia entre dois e 21 dias após a exposição ao vírus.

Como ocorre a transmissão?

O Ebola se transmite por meio do contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas. Entretanto, os pacientes só passam a transmitir a doença após o início dos sintomas.

Por isso, as autoridades reforçam a importância do monitoramento de viajantes provenientes de regiões afetadas e da adoção de medidas rápidas de isolamento quando surgem suspeitas da infecção.

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