
O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) afirmou que o fim da escala 6×1 dará aos trabalhadores mais tempo para “fazer sexo em paz”. A declaração aconteceu nesta quarta-feira (27), durante discurso na tribuna da Câmara dos Deputados, enquanto parlamentares analisavam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho.
Ao defender voto favorável à proposta, o parlamentar afirmou que a mudança melhora a qualidade de vida dos trabalhadores e fortalece a convivência familiar.
“A 5×2 garante aos trabalhadores e trabalhadoras o direito de melhor honrar e criar sua família, além de querer também cuidar de sua saúde”, declarou.
Em seguida, Isidório afirmou que, com mais tempo livre, as pessoas poderiam “ter mais filhos” e “fazer sexo em paz e com mais tranquilidade”.
Deputado comparou rotina de trabalho à escravidão
Durante o discurso, o deputado também criticou o atual modelo de jornada de trabalho e comparou a escala 6×1 à escravidão.
“Nós não somos escravos, trabalhadores e trabalhadoras não são escravos. São seres humanos, têm dignidade”, afirmou.
Além disso, o parlamentar reforçou que a proposta busca ampliar o tempo de descanso e convivência familiar.
PEC prevê redução da jornada semanal
A Câmara dos Deputados analisa a PEC que acaba com a escala 6×1, modelo em que o trabalhador possui apenas uma folga semanal. Para aprovação, o texto precisa receber ao menos 308 votos favoráveis em dois turnos de votação.
A proposta prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Além disso, o texto estabelece dois dias de descanso por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
Segundo a proposta, a mudança ocorrerá de forma gradual ao longo de 14 meses. Inicialmente, duas horas seriam reduzidas 60 dias após a promulgação da PEC. Depois, as outras duas horas passariam a valer um ano após a aprovação.
Plenário debate transição da nova escala
Durante a tramitação, parlamentares apresentaram sete destaques para modificar pontos específicos do relatório. No entanto, seis acabaram retirados após negociações.
Atualmente, segue em análise um destaque do Partido Liberal relacionado ao prazo de transição de 60 dias.
Além disso, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu uma implementação imediata da mudança e afirmou que a bancada passou a apoiar o modelo 4×3.
A proposta é considerada prioridade para o governo federal na reta que antecede o período eleitoral.











