
Sono de qualidade, atividade física, alimentação e estímulos estão entre os fatores que ajudam a preservar a memória e a saúde do cérebro
Esquecer onde estão as chaves ou demorar para lembrar um nome pode fazer parte do envelhecimento. No entanto, perder a memória não é uma consequência inevitável da idade. Neurologistas afirmam que hábitos saudáveis preservam a saúde cerebral e reduzem o risco de Alzheimer e outras demências.
Fábio Fieni, neurologista e professor do Unesc, explica que fatores como hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo, sono ruim e isolamento social aceleram o envelhecimento do cérebro. Além disso, a reserva cognitiva começa a se formar ainda na vida adulta. Por isso, ele recomenda atividade física, alimentação equilibrada, controle da pressão e da glicemia, sono de qualidade e estímulos intelectuais constantes. Arthur Xavier, neurologista do Hospital Santa Rita, reforça que leitura, aprendizado de idiomas, música, jogos de estratégia e convivência social fortalecem a memória e mantêm o cérebro ativo.
Os especialistas alertam que pequenos esquecimentos podem surgir com o cansaço, o estresse ou a falta de sono. Porém, alguns sinais exigem atenção. Repetir perguntas, esquecer compromissos importantes, perder a orientação em locais conhecidos ou ter dificuldade para realizar tarefas diárias justificam uma avaliação médica. Quanto mais cedo ocorre o diagnóstico, maiores são as chances de retardar o avanço das demências e preservar a qualidade de vida.medidas que ajudam a retardar a evolução das demências.










