
O Instituto Veritá voltou ao centro do debate político no Espírito Santo após divulgar formulários de pesquisa com nomes fora do cenário real da eleição de 2026. A principal crítica envolve a inclusão do ex-prefeito da Serra, Sergio Vidigal (PDT), na disputa pelo Governo do Estado. Contudo, Vidigal já declarou apoio à pré-candidatura do governador Ricardo Ferraço (MDB) e descartou participação na corrida eleitoral.
Além disso, lideranças políticas avaliam que a presença de Vidigal na mesma lista de Ricardo Ferraço pode dividir votos do grupo governista. Com isso, adversários diretos acabam beneficiados no cenário apresentado ao eleitor. Entre eles aparece o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Outro ponto que gerou forte reação envolve a inclusão do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), em um cenário para o Senado Federal. Entretanto, Arnaldinho não deixou o cargo dentro do prazo legal de desincompatibilização, encerrado em 4 de abril. Por isso, a pesquisa cria um ambiente artificial e distante da realidade eleitoral capixaba.
O Instituto Veritá já recebeu críticas nacionais após erros em levantamentos eleitorais nas capitais brasileiras. No Espírito Santo, a Justiça Eleitoral também analisou pesquisas contestadas em outras ocasiões. Dessa forma, especialistas e agentes políticos defendem a suspensão sobre o levantamento divulgado no Estado, previsto para iniciar hoje (23) e encerrar no dia 26.
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