
A proposta surgiu durante reunião com secretários e representantes da imprensa. Segundo Ferraço, a medida pode melhorar o atendimento emergencial e, ao mesmo tempo, reduzir custos da Prefeitura. Além disso, o prefeito afirmou que pretende criar uma comissão para estudar a viabilidade do projeto.
De acordo com o prefeito, a ideia busca integrar o atendimento das UPAs diretamente com a estrutura hospitalar. Dessa forma, pacientes teriam acesso mais rápido a exames, internações e encaminhamentos médicos, reduzindo filas e o tempo de espera.
Modelo já existe em outras cidades
A terceirização ou gestão compartilhada de unidades de urgência para hospitais filantrópicos não é inédita no Brasil. Municípios de estados como Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul já utilizam formatos semelhantes dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
Em muitos casos, Santas Casas e hospitais beneficentes passaram a administrar prontos atendimentos e unidades emergenciais por meio de contratos de gestão, convênios ou parcerias operacionais com as prefeituras.
Os defensores do modelo afirmam que a integração hospitalar melhora a eficiência do atendimento. Além disso, facilita o acesso a leitos, exames e cirurgias, principalmente em cidades onde hospitais filantrópicos possuem forte estrutura regional.
Ferraço fala em economia e mais eficiência
Durante a apresentação da proposta, Ferraço afirmou que o município poderá economizar recursos públicos com a mudança. Segundo ele, a terceirização pode desonerar a Prefeitura que, atualmente, gasta R$ 18 milhões por ano, para manter as unidades funcionando.
O prefeito também argumentou que muitos leitos hospitalares acabam ocupados por pacientes de outras cidades. Com isso, moradores de Cachoeiro enfrentam dificuldades para conseguir atendimento especializado e internações.
Além disso, Ferraço destacou que pacientes cachoeirenses frequentemente precisam buscar vagas em Vitória e outros municípios, enfrentando longas filas de espera.
Projeto ainda será estudado
Apesar do anúncio, o modelo ainda depende de estudos técnicos, jurídicos e financeiros. A Prefeitura informou que uma comissão será criada para avaliar a viabilidade da proposta e discutir os impactos da possível terceirização.
Especialistas apontam que o sucesso desse tipo de parceria depende de fiscalização rigorosa, metas claras de atendimento e transparência nos contratos firmados entre o poder público e as instituições hospitalares.
Por outro lado, defensores da medida avaliam que a integração entre UPAs e hospitais pode modernizar a rede municipal de saúde e acelerar atendimentos de média e alta complexidade.
A discussão deve ganhar força nas próximas semanas em Cachoeiro, principalmente entre profissionais da saúde, vereadores e representantes da sociedade civil.











