Surto de Ebola já matou mais de 130 pessoas e preocupa autoridades na África

República Democrática do Congo enfrenta avanço de uma cepa rara do vírus enquanto OMS declara emergência internacional de saúde

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Imagem ilustrada e gerada por IA. -

O surto de Ebola na República Democrática do Congo já provocou pelo menos 131 mortes e mais de 513 casos suspeitos, segundo autoridades locais. Além disso, o avanço da doença levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar emergência de saúde pública de interesse internacional.

As autoridades também confirmaram casos em Uganda, incluindo uma morte. Enquanto isso, os Estados Unidos monitoram ao menos seis cidadãos americanos que tiveram contato com pessoas infectadas pelo vírus.

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Cepa rara dificulta combate ao Ebola

Diferentemente de surtos anteriores, o atual avanço da doença envolve a cepa Bundibugyo, considerada rara e sem vacina aprovada até o momento. Por isso, especialistas enfrentam dificuldades ainda maiores para conter a transmissão.

Além disso, os exames iniciais chegaram a dar negativo porque os testes identificavam apenas variantes mais comuns do Ebola.

Outro fator que preocupa as autoridades é o fato de o surto atingir regiões marcadas por conflitos armados e deslocamentos populacionais. Atualmente, cerca de 250 mil pessoas deixaram suas casas nas áreas afetadas.

Doença pode causar falência de órgãos e hemorragias

O Ebola é uma doença viral rara, porém extremamente letal. Inicialmente, os sintomas se parecem com os de uma gripe comum, incluindo febre, dor de cabeça e cansaço.

No entanto, com a evolução da doença, os pacientes podem apresentar vômitos, diarreia, falência de órgãos e hemorragias internas e externas. O vírus se espalha por contato direto com fluidos corporais contaminados, como sangue e vômito.

Funeral teria acelerado transmissão do vírus

Segundo o governo congolês, o primeiro caso conhecido envolveu uma enfermeira que apresentou sintomas em 24 de abril. Ela morreu posteriormente na cidade de Bunia.

De acordo com o ministro da Saúde do Congo, Samuel Roger Kamba, muitas pessoas tiveram contato com o corpo durante o funeral. Dessa forma, o evento acabou acelerando a disseminação do vírus.

Além disso, autoridades afirmaram que moradores chegaram a acreditar que a doença estava ligada à “bruxaria” ou a uma “doença mística”. Por causa disso, muitos procuraram curandeiros e centros de oração em vez de hospitais.

OMS e equipes médicas reforçam combate ao surto

Para conter o avanço do Ebola, o governo enviou equipes médicas e equipamentos de proteção às áreas atingidas. Ao mesmo tempo, a OMS e a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) montaram centros de tratamento e intensificaram campanhas de conscientização.

As autoridades orientam moradores a evitar contato com corpos de vítimas, não consumir carne crua e procurar atendimento imediato ao apresentar sintomas.

Além disso, países vizinhos, como Ruanda e Uganda, reforçaram a fiscalização nas fronteiras para impedir novos casos.

Apesar da gravidade da situação, especialistas afirmam que o risco de uma pandemia global semelhante à Covid-19 ainda é considerado baixo.