Turquia nega entrada a cruzeiro LGBTQ+ e viagem muda de percurso

Autoridades turcas vetaram a atracação e navio alterou o itinerário da viagem

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Foto: Virgin Voyages/Divulgação -

As autoridades da Turquia impediram a atracação do cruzeiro Scarlet Lady, que transportava cerca de 2 mil passageiros LGBTQ+. Com a decisão, a embarcação precisou mudar o roteiro da viagem. O navio, operado pela Virgin Voyages e fretado pela Atlantis Events, saiu de Atenas, na Grécia, e faria escalas em Kusadasi e Istambul. Segundo o governo da província de Aydin, a viagem não estaria alinhada aos valores morais e à estrutura social do país.

A Atlantis Events informou que enfrentou uma situação como essa pela primeira vez em 36 anos de atuação. Além disso, a empresa destacou que o Scarlet Lady já visitou a Turquia em 13 ocasiões sem qualquer restrição. A atriz e cantora Patti LuPone, que participa da programação artística, criticou a decisão e confirmou que permanecerá no cruzeiro.

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Depois do veto, a organização substituiu as paradas na Turquia por escalas no Cairo, no Egito, e na ilha grega de Creta. A empresa reforçou que a viagem tem apenas finalidade turística. Enquanto isso, entidades de direitos humanos afirmam que o governo turco intensificou o discurso contra a comunidade LGBTQ+ nos últimos anos. A Parada do Orgulho de Istambul, por exemplo, continua proibida desde 2015.