Ex-líder religioso preso por estupros no DF está na UTI em estado grave

Denunciado por oito estupros em uma igreja evangélica no Guará (DF), ex-líder religioso foi preso durante investigação policial

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 54 2
Foto: Reprodução -

Internação e Estado de Saúde Atual

O ex-líder religioso Gabriel de Sá Campos, de 30 anos, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Daher. A internação ocorreu após uma infecção urinária evoluir para um quadro grave de insuficiência respiratória aguda e sepse urinária. Ademais, o paciente apresentou sintomas severos como febre, tosse, dores abdominais e urina escurecida.

Na UTI, a equipe médica precisou realizar a intubação orotraqueal e aplicar altas doses de noradrenalina para estabilizar a pressão arterial. Infelizmente, o quadro clínico evoluiu para a insuficiência múltipla de órgãos. Por essa razão, os profissionais de saúde adotaram cuidados paliativos, pois passaram a considerar o caso como irreversível.

Acompanhe as principais notícias do ES — receba grátis onde preferir!
Chatgpt Image 13 De Mai De 2026 20 54 37

Histórico de Prisão e Transferências

Gabriel cumpria prisão desde dezembro de 2025 e, posteriormente, em fevereiro deste ano, as autoridades o transferiram para o Complexo Penitenciário da Papuda. No dia 12 de maio, o custodiado deu entrada inicialmente no pronto-socorro do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Contudo, na madrugada do dia seguinte, uma ambulância o levou em caráter de emergência para o Hospital Daher.

A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape), o hospital e a defesa do investigado para esclarecimentos, mas nenhum dos lados emitiu posicionamento até o momento.

Detalhes das Investigações e Acusações

Paralelamente, o ex-líder do Ministério de Adolescentes responde criminalmente por estupro de vulnerável e importunação sexual. De acordo com as apurações da 4ª Delegacia de Polícia (Guará), o suspeito cometeu oito abusos contra jovens do sexo masculino ao longo de pelo menos seis anos, o que levou as autoridades a apontá-lo como um “estuprador em série”.

Conforme apontam os relatórios policiais, o investigado utilizava sua posição de liderança e a confiança das famílias para se aproximar das vítimas. Inclusive, ele aproveitava sua função como instrutor de um curso de “integridade sexual” para mapear as vulnerabilidades dos menores. Os abusos ocorriam tanto nas dependências da igreja, como em uma festa do pijama, quanto na residência do suspeito, sob o pretexto de convites para assistir a filmes. Apesar de os jovens pedirem para ele parar, o homem continuava as importunações, o que forçava alguns adolescentes a buscarem esconderijos ou a ligarem para os pais.

Tentativa de Obstrução e Pacto de Sigilo

Com o objetivo de evitar escândalos, o pai do investigado e o presidente da instituição minimizaram os episódios em dezembro de 2024, classificando os crimes como “brincadeiras”. Do mesmo modo, durante uma reunião de lideranças em novembro de 2025, um diácono sugeriu um “pacto de sigilo”, sob o argumento de que os problemas deveriam ser resolvidos internamente, o que configurou tentativa de obstrução à Justiça.

Por fim, as lideranças leram uma carta de afastamento das atividades na época. Mesmo assim, o suspeito manteve sua frequência aos cultos e continuou frequentando áreas restritas do templo até o momento de sua detenção.