
Uma menina de 10 anos precisou ser internada após apresentar sintomas graves que podem ter relação com um detergente da marca Ypê, em Natal, no Rio Grande do Norte. O caso mobiliza autoridades de saúde e segue sob investigação da vigilância epidemiológica.
Segundo a família, a criança começou a sentir fortes coceiras, manchas pelo corpo, falta de ar e dificuldade para andar poucos dias depois do contato com o produto utilizado na residência.
Além disso, a suspeita aumentou após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar o recolhimento preventivo de lotes de detergentes da marca com final “1”. De acordo com a agência, os produtos investigados apresentam risco de contaminação microbiológica.
Família guardou produto para análise
Por isso, os familiares decidiram guardar o detergente usado na casa e aguardam uma análise laboratorial do material.
Antes da internação, a menina passou por diferentes unidades de saúde. Inicialmente, médicos atenderam a criança na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pajuçara, na Zona Norte de Natal.
Depois disso, equipes médicas transferiram a paciente para o Hospital Infantil Varela Santiago, onde ela permaneceu internada até quarta-feira (13).
Segundo a mãe, a filha apresenta quadro estável. Além disso, a menina voltou a andar após enfrentar dificuldades de locomoção nos primeiros dias dos sintomas.

Autoridades acompanham investigação
Enquanto isso, os médicos diagnosticaram uma infecção bacteriana. No entanto, os profissionais ainda investigam o que provocou o problema de saúde.
Enquanto acompanham a recuperação da filha, os pais aguardam os resultados dos exames laboratoriais, que devem apontar a origem da infecção.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal informou que a paciente recebeu todos os atendimentos necessários durante a passagem pela UPA de Pajuçara.
Além disso, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou que acompanha o caso junto à vigilância epidemiológica estadual.
Até o momento, porém, as autoridades não confirmaram ligação direta entre os sintomas apresentados pela criança e o detergente investigado.










