Lula prevê judicialização caso desoneração seja incluída no fim da escala 6x1

Governo federal articula barreira jurídica no STF para impedir que parlamentares incluam desoneração de empresas na PEC da jornada 6x1

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Foto: Divulgação -

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou sua equipe econômica sobre um possível embate jurídico. Ele pretende recorrer ao STF caso o Congresso Nacional vincule a desoneração de setores econômicos à redução da jornada de trabalho. Atualmente, partidos de centro e de direita defendem essa medida como uma compensação dentro da PEC que propõe o fim da escala 6×1.

Além disso, a natureza da proposta gera apreensão no Palácio do Planalto. Como se trata de uma PEC, o Congresso a promulga sem depender de sanção ou veto presidencial. Por esse motivo, o governo teme o formato final do texto. O ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, já descartou publicamente qualquer nova desoneração na folha de pagamento.

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O Contexto Jurídico e a Transição

Anteriormente, o STF suspendeu a desoneração da folha até 2027 por falta de estudos de impacto financeiro. Após intensas negociações, os poderes definiram uma reoneração gradual para atingir o patamar de 20% em 2027. Consequentemente, o governo mantém uma postura rígida sobre o tema para evitar retrocessos fiscais.

Enquanto isso, os bastidores indicam que o governo articula uma regra de transição para a carga horária. O plano prevê reduzir o limite de 44 para 40 horas semanais em um período de dois anos:

  • Em 2027: A carga horária cairia para 42 horas.
  • Em 2028: O limite alcançaria as 40 horas definitivas em janeiro.

Dessa forma, a gestão busca suavizar o impacto para as empresas e evitar que o Congresso aprove benefícios fiscais que comprometam o orçamento da União.