Victor Coelho entra no radar após auditoria da CGU e operação da PF

Victor Coelho suspeito, mas nada confirmado em termos de inquérito e condenação. As suspeitas rondam o ex-prefeito

Victor
Ex-prefeito tem sido protagonista em denúncias da órgãos federais e do MPES -

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação Colosso de Areia, poucos dias após a Controladoria-Geral da União (CGU) realizar uma auditoria em Cachoeiro de Itapemirim sobre a obra do Parque de Exposições, executada durante a gestão do ex-prefeito Victor Coelho (PSB). Embora não haja confirmação oficial de ligação entre os dois procedimentos, a operação reforça a atuação conjunta dos órgãos de controle na fiscalização de contratos públicos com recursos federais.

Nesta fase da operação, a PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em Vila Velha, Serra, Guarapari, Conceição do Castelo e Cachoeiro de Itapemirim. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a contratos públicos que somam aproximadamente R$ A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação Colosso de Areia, poucos dias após a Controladoria-Geral da União (CGU) realizar uma auditoria em Cachoeiro de Itapemirim. A fiscalização teve como foco a obra do Parque de Exposições, executada durante a gestão do ex-prefeito Victor Coelho (PSB).

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Até o momento, não há confirmação oficial de que a operação tenha relação com a auditoria realizada em Cachoeiro. Ainda assim, a sequência das ações evidencia a atuação conjunta dos órgãos de controle na fiscalização de contratos públicos com recursos federais.

A operação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em Vila Velha, Serra, Guarapari, Conceição do Castelo e Cachoeiro de Itapemirim. Segundo a PF, a investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a contratos públicos que somam cerca de R$ 908,8 milhões, firmados entre 2017 e 2025.

Durante as diligências, os agentes apreenderam aproximadamente R$ 270 mil em espécie, além de veículos e documentos. Nesta fase da investigação, ninguém foi preso e a Polícia Federal não divulgou os nomes dos investigados.

Empresas de fachada são alvo da investigação

De acordo com a PF, o grupo investigado utilizava empresas de fachada para ocultar recursos provenientes de contratos supostamente irregulares. Além disso, os investigadores identificaram movimentações financeiras incompatíveis com as atividades declaradas, transferências entre empresas e saques em dinheiro.

Por isso, a Polícia Federal apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro, fraudes contra a administração pública e irregularidades no sistema licitatório. A responsabilização dos investigados dependerá do avanço das apurações.

Auditoria da CGU em Cachoeiro

Em Cachoeiro, a CGU iniciou uma auditoria para verificar a execução da obra do Parque de Exposições, realizada durante a administração de Victor Coelho. Os auditores analisam contratos, medições, documentos e registros fotográficos utilizados na prestação de contas.

Entre os pontos apurados está a suspeita de que imagens apresentadas para comprovar etapas da obra possam não corresponder ao local da execução. Caso essa hipótese seja confirmada, os fatos poderão gerar novos desdobramentos nas esferas administrativa e criminal.

Enquanto isso, os órgãos de controle seguem analisando os documentos. Somente após a conclusão dos trabalhos será possível definir se haverá encaminhamento para novas investigações ou responsabilização dos envolvidos.