Erika Hilton diz que candidatos de direita querem privatizar o Pix

Deputada afirma que plano do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é transferir o controle do sistema de pagamentos para empresas privada

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Foto: Reprodução -

Declarações sobre o controle do Pix

A deputada federal Erika Hilton afirmou, neste sábado (4/4), que candidatos da direita pretendem transferir o controle do Pix para empresas privadas.

A fala ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, afirmar que não pretende acabar com o sistema e que ele é “brasileiro”.

Críticas à possível privatização

Segundo Erika, embora não defendam publicamente o fim do Pix, grupos da direita articulam mudanças no controle do sistema. Além disso, ela afirma que esses grupos pretendem dividir a gestão entre bancos privados.

Na publicação, a deputada disse que Flávio Bolsonaro não acabaria com o Pix caso fosse eleito. No entanto, ela sustenta que a proposta envolve transferir o controle para empresas privadas, o que, consequentemente, abriria espaço para a cobrança de taxas.

Impacto para bancos e usuários

A parlamentar destacou que bancos perderam receitas com tarifas de transferência, enquanto operadoras de cartão perderam espaço nos pagamentos digitais. Ainda assim, segundo ela, essas empresas evitam defender o fim do Pix de forma direta.

De acordo com Erika, se bancos assumirem o controle do sistema, eles tentarão recuperar as perdas financeiras. Dessa forma, poderão criar cobranças progressivas sobre o uso do Pix.

Ela afirma que, inicialmente, as taxas devem atingir apenas comerciantes. Posteriormente, porém, os bancos podem ampliar as cobranças, incluindo tarifas para transferências noturnas, entre bancos diferentes ou de valores mais altos.

Acusações e cenário político

Além disso, a deputada declarou que enfraquecer o Pix faz parte da estratégia de candidatos da direita nas eleições de 2026. Segundo ela, esses grupos podem apresentar mudanças com outros nomes, como “sistema autogerido”.

Por outro lado, a discussão ganhou força após a Casa Branca divulgar um relatório que classificou o Pix como uma desvantagem para empresas americanas de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.

Resposta e repercussão

Diante disso, o PT passou a acusar Flávio Bolsonaro de alinhamento com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de enfraquecer o sistema.

Em resposta, o senador afirmou que o Pix é um patrimônio nacional e destacou que o mecanismo representa um legado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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