Domingos Brazão recebeu mais de R$ 726 mil do TCE-RJ mesmo após prisão

Domingos Brazão recebeu mais de R$ 726 mil do TCE-RJ mesmo após prisão pela morte de Marielle Franco. STF determinou perda imediata do cargo após condenação a mais de 76 anos de prisão.

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O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, continuou a receber seus vencimentos mesmo após a prisão pela Polícia Federal em março de 2024. Condenado como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco, Brazão acumulou mais de R$ 726,2 mil em salários e benefícios nos últimos dois anos. Além disso, os dados revelam que o magistrado recebeu auxílios para educação e saúde durante o período em que permaneceu em um presídio federal.

De acordo com o levantamento da folha de pagamento, o total recebido por Brazão desde a morte de Marielle, em 2018, ultrapassa a marca de R$ 3,1 milhões. Nesse sentido, a manutenção desses repasses ocorre porque o conselheiro ainda não perdeu formalmente o cargo público. Consequentemente, a lei assegura o pagamento da remuneração até que a decisão judicial transite em julgado, ou seja, até que não restem mais possibilidades de recurso para a defesa.

Por outro lado, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu, nesta quarta-feira (25), a perda imediata da função pública para os condenados no caso. Segundo os ministros, Domingos Brazão e seu irmão, Chiquinho Brazão, planejaram e executaram o atentado contra a parlamentar e o motorista Anderson Gomes. Ademais, a sentença fixou uma pena de 76 anos e 3 meses de prisão, além do pagamento de indenizações milionárias às famílias das vítimas.

Em virtude de processos anteriores, Brazão já havia passado longos períodos afastado do tribunal por suspeitas de fraude e corrupção. Enquanto aguardava decisões favoráveis para retornar ao posto em 2023, o conselheiro também garantiu o recebimento integral de seus rendimentos retroativos. Em suma, as autoridades agora aguardam a publicação do acórdão do STF para interromper definitivamente o vínculo administrativo e financeiro do condenado com o Estado.