
Homem que se apresentava como “bruxo” é preso em Santa Catarina
A Polícia Civil prendeu temporariamente um homem de 25 anos que se apresentava como “bruxo” em São Lourenço do Oeste, no oeste de Santa Catarina. A prisão ocorreu na terça-feira (3), após os investigadores terem acesso a vídeos que mostram agressões contra uma mulher durante uma sessão religiosa realizada em um imóvel utilizado como templo espiritual.
Além disso, as imagens contribuíram diretamente para o avanço das investigações e para o pedido de prisão temporária do suspeito.
Vídeos registraram supostas agressões durante ritual
Segundo a Polícia Civil, os vídeos mostram uma mulher em situação de vulnerabilidade sendo submetida a atos de violência enquanto permanecia deitada sobre um colchão durante um ritual conduzido pelo investigado.
Dessa forma, os agentes passaram a aprofundar as apurações para entender a dinâmica dos fatos e identificar possíveis crimes cometidos no local.
Além disso, o material recolhido se tornou uma das principais evidências do inquérito.

Investigação apura possível controle psicológico de frequentadores
De acordo com os investigadores, o suspeito utilizava sua posição de liderança religiosa para exercer influência sobre as pessoas que procuravam atendimento espiritual.
Além disso, a polícia apura se ele mantinha controle psicológico sobre os frequentadores e se outras pessoas também enfrentaram situações semelhantes.
Enquanto isso, os agentes seguem ouvindo testemunhas e reunindo novas informações para esclarecer o caso.
Suspeito também responde por outros crimes
Além da suspeita de tortura, a Polícia Civil investiga o homem por ameaça, constrangimento ilegal e lesão corporal.
Por esse motivo, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão na residência do investigado, localizada no bairro Perpétuo Socorro.
Durante a operação, os policiais recolheram materiais que poderão auxiliar na continuidade das investigações.
Polícia busca identificar possíveis novas vítimas
A Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) coordenou a ação com apoio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) e do Núcleo de Operações com Cães (NOC).
Além disso, a Polícia Civil informou que o inquérito continua em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso.
Por fim, os investigadores trabalham para identificar eventuais novas vítimas, enquanto o suspeito permanece à disposição da Justiça.












