Transtornos mentais afastam quase 400 mil trabalhadores no Brasil

O aumento de 7% nos afastamentos por transtornos mentais atingiu quase 400 mil profissionais no último ano, gerando um custo de R$ 1 bilhão. Especialistas apontam que a instabilidade entre o trabalho híbrido e presencial é um dos principais gatilhos para a crise.

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O número de afastamentos do trabalho por transtornos mentais, como ansiedade, depressão e esgotamento emocional, apresentou um crescimento significativo no Brasil. No último ano, essas condições atingiram quase 400 mil profissionais, gerando um impacto econômico estimado em R$ 1 bilhão em benefícios pagos pelo INSS.

Um levantamento da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), baseado em dados previdenciários, revela que a crise de saúde mental avançou 7% em relação ao ano anterior. Entre os principais motivos para a concessão de licenças estão a depressão, a ansiedade e a síndrome de burnout — caracterizada pelo esgotamento físico e mental decorrente do ambiente corporativo.

De acordo com especialistas em psiquiatria, as mudanças drásticas no mercado pós-pandemia contribuem diretamente para este cenário. A transição constante entre as modalidades de trabalho híbrida, virtual e presencial gera uma instabilidade que afeta o equilíbrio emocional dos colaboradores. Além disso, a pressão por produtividade e o medo de demissões nesse período de adaptação elevam os níveis de estresse ocupacional.