O Brasil registrou um avanço expressivo nos afastamentos do trabalho por transtornos mentais. Dados da plataforma SmartLab, organizada pela OIT e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), indicam que mais de 2 mil profissões tiveram registros de licenças entre 2012 e 2024, com e sem acidentes de trabalho.
Especialistas apontam que o fenômeno está ligado à forma como o trabalho vem sendo organizado no país. Categorias com contratos precários, alta rotatividade, metas rigorosas e pouca autonomia aparecem no topo do ranking. Técnicos de enfermagem estão entre os mais afetados.
Somente em 2025, mais de 546 mil afastamentos ocorreram por questões de saúde mental, principalmente por ansiedade e depressão. O impacto financeiro pode chegar a quase R$ 4 bilhões, segundo estimativas com base em dados do INSS.
O avanço dos números reforça o debate sobre a necessidade de políticas públicas e fiscalização mais rígida, como a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que inclui riscos psicossociais no ambiente de trabalho — medida que teve sua implementação adiada pelo governo.
Ranking Profissão Número de afastamentos
- 1º Vendedor de comércio varejista 71.735
- 2º Faxineiro 58.790
- 3º Auxiliar de escritório 55.224
- 4º Assistente administrativo 51.446
- 5º Alimentador de linha de produção 49.410
- 6º Técnico de enfermagem 48.160
- 7º Operador de caixa 45.843
- 8º Op. de telemarketing ativo e receptivo 40.430
- 9º Vigilante 31.197
- 10º Motorista de ônibus urbano

