VÍDEO: Influenciadora e ex-marido são presos por estupro e venda de vídeos dos filhos no Rio

Influenciadora e ex são presos por estuprar e vender vídeos dos próprios filhos no RJ

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- Foto: Reprodução vídeo.

O casal, que já havia sido condenado a 23 anos de prisão, produzia material de pornografia infantil para comercialização no exterior.

Agentes da 50ª DP (Itaguaí) prenderam, entre a última sexta-feira e a manhã deste sábado (10), uma influenciadora digital e seu ex-marido acusados de estupro de vulnerável contra os próprios filhos. A ação cumpre um mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Federal de Volta Redonda, após condenação definitiva de 23 anos de reclusão para ambos.

Produção de conteúdo ilícito e comércio exterior

Segundo as investigações da Polícia Civil e da Polícia Federal, o casal não apenas submetia as crianças a abusos sexuais, como também filmava os atos. O material era transformado em vídeos de sexo explícito e pornografia infantil para ser comercializado e exposto à venda em fóruns internacionais.

O caso tomou proporções globais após um alerta da Europol (Agência da União Europeia para a Cooperação Policial), que detectou o compartilhamento dos arquivos em redes transnacionais.

Histórico e Operação Non Matri

A trajetória criminosa da dupla já era monitorada pelas autoridades brasileiras:

  • Janeiro de 2023: O casal foi alvo da Operação Non Matri, deflagrada pela Polícia Federal.
  • Investigação: O Serviço de Repressão a Crimes de Ódio e Pornografia Infantil da PF acompanhou o rastro digital deixado pela venda do conteúdo.
  • Condenação: Após o devido processo legal, a Justiça Federal consolidou a pena de 23 anos pelos crimes hediondos.

Sigilo e proteção às vítimas

Por determinação legal e para preservar a identidade e a integridade psicológica das crianças, os nomes dos envolvidos e das vítimas não foram divulgados. Os menores estão sob os cuidados de órgãos de proteção à infância e recebem acompanhamento especializado.

O casal foi encaminhado ao sistema prisional, onde iniciará o cumprimento da pena em regime fechado. A Polícia Civil do Rio de Janeiro reforçou que a prisão é o desfecho de um trabalho conjunto de inteligência para interromper o ciclo de violência doméstica e exploração comercial das vítimas.

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