
A Receita Federal informou que 1,4 milhão de declarações do Imposto de Renda 2026 caíram na malha fina. Atualmente, o número representa 5,6% das 25,3 milhões de declarações entregues até a última segunda-feira (18).
Por isso, quem cai na malha fina precisa corrigir rapidamente os dados enviados à Receita. Caso contrário, o contribuinte pode perder a restituição e, além disso, enfrentar multas e até procedimentos administrativos.
Enquanto isso, o prazo para enviar a declaração segue aberto até o próximo dia 29 de maio. Dessa forma, quem é obrigado a declarar e perde o prazo paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido.
Receita libera consulta pelo e-CAC e aplicativo
Para descobrir se a declaração caiu na malha fina, o contribuinte pode acessar o portal e-CAC ou, ainda, utilizar o aplicativo oficial da Receita Federal.
No sistema, basta entrar na área “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, verificar o item “Pendências de malha”. Assim, o serviço mostra possíveis erros, divergências e notificações emitidas pelo Fisco.
Além disso, a Receita permite acompanhar o processamento da declaração em tempo real, o que facilita a correção de inconsistências antes de medidas mais severas.
Mudança nos sistemas aumentou divergências
Segundo a Receita Federal, muitas retenções aconteceram após mudanças nos sistemas de envio de informações das empresas.
Anteriormente, os empregadores utilizavam a Dirf (Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte). No entanto, com o fim do sistema, as empresas passaram a usar o eSocial e a EFD-Reinf. Agora, essas plataformas enviam dados mais detalhados e mensais sobre salários, pagamentos e imposto retido.
Por outro lado, erros no preenchimento acabaram gerando divergências entre os valores declarados pelos contribuintes e as informações enviadas pelas empresas.
Inclusive, no início do prazo de entrega, quase 20% das declarações apresentaram inconsistências.
Veja os principais erros que levam à malha fina
Entre os problemas mais comuns identificados pela Receita estão:
- Divergência em salários, férias e 13º salário;
- Rendimentos isentos declarados como tributáveis;
- Erros em lucros e dividendos;
- Plano de saúde declarado em duplicidade;
- Falhas em informes enviados pelas empresas.
Por isso, a Receita orienta que o contribuinte confira cuidadosamente holerites, recibos médicos e informes bancários antes de enviar a declaração.
Além disso, especialistas recomendam comparar todos os valores da pré-preenchida com os documentos oficiais para evitar problemas futuros.
Contribuinte pode corrigir informações
Se identificar erros, o contribuinte deve enviar uma declaração retificadora o quanto antes. Além disso, também precisa solicitar que a empresa ou fonte pagadora atualize os dados enviados ao Fisco.
Em alguns casos, a própria Receita corrige automaticamente a inconsistência após a atualização das informações pela empresa. Dessa maneira, o contribuinte pode sair da malha fina sem precisar enviar uma nova declaração.
Por fim, a consulta ao primeiro lote de restituição será liberada na próxima sexta-feira (22). Já o pagamento ocorrerá no dia 29 de maio.










