Variante da gripe K avança no Brasil e acende alerta para o inverno

Opas aponta risco de aumento rápido de casos e pressão sobre o sistema de saúde nas próximas semanas

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Imagem ilustrada e gerada por IA. -

A circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul já começa a impactar os indicadores de saúde. Nesse cenário, a principal preocupação é o avanço da variante da influenza A (H3N2), conhecida como gripe K. O alerta foi reforçado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que identifica o início da temporada de inverno na região.

Além disso, a entidade destaca o risco de crescimento acelerado de casos nas próximas semanas. Com isso, há possibilidade de pressão sobre o sistema de saúde, especialmente se houver aumento concentrado de internações.

Crescimento de casos já aparece nos indicadores

No Brasil, os primeiros sinais de avanço já foram registrados. A taxa de positividade para influenza subiu de menos de 5% no início do ano para 7,4% no fim de março.

Ao mesmo tempo, o monitoramento genético revela mudança no perfil do vírus em circulação. Dados analisados até 21 de março mostram que 72% das amostras estão ligadas ao subclado K, o que indica predominância dessa variante no país.

Esse comportamento segue a tendência observada no Hemisfério Norte, onde a mesma linhagem teve forte impacto na última temporada de gripe.

Entenda o que é a gripe K

A gripe K não é um novo vírus. Na prática, trata-se de uma variação dentro da influenza A (H3N2), classificada como subclado — uma ramificação genética que surge ao longo da evolução viral.

No Brasil, o primeiro registro ocorreu em dezembro de 2025, no Pará. Desde então, autoridades sanitárias acompanham a disseminação da variante.

Até agora, não há evidências de maior gravidade nos casos. No entanto, especialistas apontam maior capacidade de transmissão e possível prolongamento da temporada.

Os sintomas seguem o padrão clássico da gripe:

  • Febre
  • Dor no corpo
  • Cansaço
  • Tosse
  • Dor de garganta

Alta de síndromes respiratórias preocupa

Paralelamente, o país registra aumento nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Dados da Fiocruz mostram que 24 das 27 unidades federativas já estão em nível de alerta, risco ou alto risco.

Em 2026, o Brasil já soma mais de 46 mil casos. Parte significativa está associada à influenza A e ao vírus sincicial respiratório (VSR).

Vírus sincicial amplia cenário de atenção

Além da gripe, o VSR também apresenta crescimento. A circulação ocorre de forma antecipada, o que preocupa especialistas.

A infecção atinge principalmente crianças pequenas e pode causar complicações como bronquiolite. Dessa forma, a presença simultânea de diferentes vírus aumenta o risco de impacto na rede de saúde.

Vacinação e prevenção são essenciais

Diante do cenário, a Opas reforça a importância da vacinação. Mesmo com a circulação da variante K, o imunizante segue eficaz, pois já inclui a cepa H3N2.

No Hemisfério Norte, a vacina demonstrou proteção relevante contra casos graves, principalmente entre crianças.

No Brasil, a campanha está em andamento e prioriza:

  • Idosos
  • Crianças
  • Gestantes
  • Pessoas com comorbidades

Além disso, medidas simples ajudam a reduzir a transmissão:

  • Higienizar as mãos com frequência
  • Evitar contato com pessoas com sintomas
  • Permanecer em casa em caso de febre
  • Manter ambientes ventilados

Assim, com a chegada do inverno, a combinação entre vacinação e cuidados básicos será decisiva para conter o avanço dos vírus respiratórios.