
Uma técnica de enfermagem foi presa em flagrante na tarde deste sábado (28) ao tentar sair com um bebê recém-nascido do Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal. A equipe de segurança interceptou a funcionária ainda na saída da unidade.
A criança havia nascido há poucas horas e, naquele momento, a mãe permanecia desacordada no pós-operatório. Ao ser abordada, a técnica afirmou que tudo não passava de uma “brincadeira”.
Abordagem levanta suspeita na segurança
Inicialmente, uma vigilante percebeu a atitude suspeita ao ver a funcionária deixando o setor obstétrico com um embrulho. Ao questionar o destino, a técnica ignorou o primeiro chamado e seguiu caminhando.
Em seguida, uma segunda vigilante se aproximou e ajudou na abordagem. Nesse momento, a funcionária revelou que carregava um bebê. Além disso, segundo relato, ela chegou a afirmar: “Parabéns, você passou no teste”.
Simulação não é permitida pelos protocolos
No entanto, a supervisão do hospital esclareceu que nenhum profissional tem autorização para retirar um recém-nascido sem acompanhamento médico e sem os protocolos exigidos.
Além disso, qualquer transferência exige equipe completa, equipamentos específicos e autorização formal, o que não ocorreu nesse caso. Portanto, a conduta levantou suspeitas imediatas.
Técnica nega intenção criminosa
Por outro lado, em depoimento, a técnica negou intenção de subtrair o bebê. Segundo ela, tudo ocorreu durante um momento de descontração com colegas de trabalho.
Ela afirmou que caminhou poucos metros dentro do hospital e que retornou logo após a abordagem. Além disso, declarou que trabalha há anos na área da saúde e classificou o episódio como um erro de julgamento.
Justiça impõe restrições após prisão
Apesar da versão apresentada, a Polícia Civil indiciou a profissional por subtração de incapaz. Em seguida, a Justiça concedeu liberdade provisória durante audiência de custódia realizada neste domingo (29).
No entanto, a decisão impôs restrições. A técnica não pode se aproximar do hospital, deve manter distância mínima de 300 metros e, além disso, está proibida de atuar em unidades neonatais, maternidades ou berçários.
Também não poderá manter contato com a mãe da criança nem com testemunhas do caso.
Hospital afasta funcionária e reforça segurança
Por fim, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) informou que afastou a profissional imediatamente.
Além disso, o órgão destacou que segue protocolos rigorosos de segurança e que não tolera condutas que coloquem pacientes em risco. O instituto também afirmou que colabora com as investigações.
O caso segue sob apuração da Polícia Civil.










