
Médica afirma que diagnóstico precoce e acompanhamento multidisciplinar são fundamentais para reduzir impactos do transtorno.
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) vai muito além da dificuldade de concentração ou da impulsividade. Segundo especialistas, a falta de diagnóstico e tratamento adequado pode aumentar o risco de ansiedade, depressão, abandono escolar e outros problemas ao longo da vida. No Brasil, o transtorno afeta até 8% das crianças em idade escolar.
Diagnóstico precoce reduz riscos
De acordo com especialistas, o TDAH é um transtorno neurobiológico que altera o funcionamento de áreas do cérebro ligadas ao planejamento, foco e controle dos impulsos. Por isso, o comportamento da criança não deve ser confundido com falta de limites ou desobediência. Além disso, estudos indicam que o tratamento precoce reduz significativamente as chances de desenvolver transtornos emocionais, como ansiedade e depressão.
Pesquisas também apontam que adolescentes e adultos que cresceram sem acompanhamento adequado apresentam maior risco de uso de drogas, gravidez precoce, abandono dos estudos e acidentes provocados pela impulsividade. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o TDAH representa uma das principais causas médicas de dificuldades no desempenho escolar.
Tratamento exige avaliação especializada
Especialistas destacam que o diagnóstico do TDAH é clínico e precisa considerar o histórico familiar, escolar e comportamental da criança. Dessa forma, médicos e outros profissionais avaliam diversos fatores antes de confirmar o transtorno.
Após o diagnóstico, o tratamento costuma reunir diferentes especialidades. Psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos podem atuar em conjunto para desenvolver estratégias que melhorem a qualidade de vida e o desempenho escolar da criança. Por isso, quanto mais cedo o acompanhamento começar, maiores serão as chances de um desenvolvimento saudável.











