
A tradicional panela de barro, um dos maiores símbolos culturais do Espírito Santo, pode ganhar ainda mais destaque no turismo capixaba. Um projeto que tramita na Assembleia Legislativa propõe a criação oficial da Rota da Panela de Barro, com foco na valorização cultural, econômica e gastronômica das comunidades que mantêm viva essa tradição.

O deputado Zé Preto (Podemos) apresentou o Projeto de Lei (PL) 111/2026, que começou a tramitar na Comissão de Justiça. A proposta pretende estruturar um roteiro turístico envolvendo municípios, associações, cooperativas e espaços ligados à produção artesanal das panelas.
Inicialmente, a rota deve incluir cidades como Vitória, com destaque para o bairro Goiabeiras e a tradicional Associação das Paneleiras, além de Vila Velha, Cariacica, Serra e Guarapari. Além disso, o texto prevê a inclusão de novos municípios futuramente por decisão do Poder Executivo.
Tradição reconhecida no Brasil
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconhece o modo tradicional de fabricar panela de barro como patrimônio cultural brasileiro. Por isso, o projeto busca preservar esse saber-fazer transmitido entre gerações.
Além da preservação cultural, a proposta também pretende incentivar o turismo de base comunitária, gerar renda para famílias envolvidas na produção artesanal e fortalecer a identidade cultural do Espírito Santo.
Segundo o autor do projeto, a panela de barro representa um dos principais patrimônios culturais capixabas. Ainda de acordo com a justificativa apresentada, a iniciativa une cultura, gastronomia e turismo de forma estratégica.

Projeto aposta no turismo e geração de renda
O projeto também prevê ações voltadas à sustentabilidade, valorização das comunidades locais e fortalecimento do turismo cultural no Espírito Santo.
Além disso, a proposta quer dar mais visibilidade às paneleiras artesanais e movimentar a economia regional. Hoje, a tradicional panela de barro já atrai turistas interessados na culinária capixaba, principalmente na moqueca.
O PL 111/2026 ainda passará pelas comissões da Assembleia antes da votação em plenário.











