
A Receita Federal ampliou o uso de inteligência artificial para identificar possíveis irregularidades fiscais. A medida integra a Política de Inteligência Artificial do órgão, publicada em fevereiro de 2026. Com a tecnologia, o Fisco poderá cruzar informações sobre renda, patrimônio, movimentações financeiras, notas fiscais e declarações em menos tempo. No entanto, a Receita esclarece que a ferramenta não acompanha compras ou Pix em tempo real nem aplica multas automaticamente.
Segundo a nova política, os sistemas vão comparar dados enviados por bancos, empresas, cartórios e outras instituições autorizadas por lei. Assim, a tecnologia poderá apontar casos com indícios de inconsistências, como renda incompatível com o patrimônio, omissão de bens, despesas acima da capacidade financeira e divergências entre declarações. Além disso, empresas também passarão por análises mais detalhadas. Apesar disso, um auditor fiscal continuará responsável por avaliar cada situação antes de qualquer medida administrativa.
A Receita Federal afirma que a inteligência artificial servirá apenas como ferramenta de apoio. Por isso, nenhum contribuinte receberá penalidades com base exclusivamente em decisões automatizadas. Além disso, a política determina supervisão humana, transparência e rastreabilidade no uso dos sistemas. Segundo o órgão, quem declara corretamente rendimentos, bens e despesas não terá novas obrigações. Por outro lado, contribuintes e empresas com informações incompatíveis poderão ser selecionados com mais rapidez para análise. Em 2025, a Receita registrou R$ 233 bilhões em autuações fiscais.











