
Trump eleva tom contra o Irã antes de negociações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom e fez novas ameaças contra o Irã nesta sexta-feira (10/4), às vésperas de negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Representantes dos dois países devem se reunir neste sábado (11), em Islamabad, no Paquistão. No entanto, o encontro acontece em meio a um cessar-fogo considerado frágil.
Declarações aumentam tensão
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que o Irã não tem poder real de negociação. Além disso, declarou que o país “só está vivo hoje para negociar”.
Segundo ele, os iranianos usam rotas marítimas internacionais como forma de pressão de curto prazo. “Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, além de uma extorsão de curto prazo”, afirmou.
Ameaça militar em caso de fracasso
Em entrevista ao jornal The New York Post, o republicano voltou a adotar um tom duro. Ele disse que o Exército dos EUA está preparando armamentos caso as negociações não avancem.
“Estamos carregando os navios com as melhores munições. Se não tivermos um acordo, vamos usá-las de forma muito eficaz”, declarou. Além disso, Trump afirmou que espera um desfecho em cerca de 24 horas.
Irã impõe condições para avançar
Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, condicionou o avanço das negociações ao cumprimento de exigências pelos Estados Unidos.
Entre os pontos, ele citou a inclusão do Líbano no cessar-fogo e o fim dos ataques israelenses no país. Segundo a agência Tasnim, as conversas podem não ocorrer caso Israel mantenha as ofensivas no território libanês.
Vice-presidente adota tom mais moderado
Enquanto isso, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, adotou um discurso mais moderado. Ele disse esperar um resultado positivo e afirmou que Washington está disposto a negociar “de boa fé”.
No entanto, Vance alertou que o país não aceitará possíveis tentativas de engano por parte do Irã.











